O presidente do European Publishers Council e do grupo Impresa voltou a tecer críticas às várias entidades que fazem negócio na Internet graças à pirataria de conteúdos de informação e entretenimento, mas deixou também alertas às entidades governamentais e legais que "nada fazem".

A Google voltou a ser uma das empresas mais referidas relativamente à agregação total ou parcial que faz de conteúdos de vários meios de comunicação em todo o mundo, sem a devida partilha de receitas publicitárias.

Francisco Pinto Balsemão lamentou inclusive a ausência da representante da Google Portugal que deveria estar no primeiro painel de discussão do Festival IN, dedicado à propriedade intelectual.

Em contraponto o presidente do grupo Impresa lembrou o exemplo da Apple que conseguiu criar um modelo económico "mais ou menos consensual" para a exploração de aplicações e conteúdos multimédia.

Francisco Pinto Balsemão defende que o futuro passa pela cooperação entre as várias partes - produtores de conteúdos, agentes de divulgação, operadores de Internet e governantes -, mas confessou que neste momento o diálogo é fraco. Numa época em que a relação com o consumidor final é quase direta, é "necessário um compromisso entre as partes".

O líder do European Publishers Council deixou ainda um recado a todos os que contribuem para a "tendência de despenalização da pirataria".
Os governantes internacionais também receberam um recado de Francisco Pinto Balsemão que pede a aceitação das "regras do jogo" e a "aplicação de sanções para todos os que não as respeitam".

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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