Já está online a plataforma que acolherá a Biblioteca Digital Europeia e já a seguir ao verão terá lugar o seu lançamento oficial. A Europeana vai ser a porta de entrada para milhões de documentos hoje depositados nas bibliotecas nacionais europeias, nos arquivos nacionais ou nas bibliotecas universitárias. Um projecto que assumirá uma dimensão mais vasta que o previsto inicialmente pelos mentores da ideia.

A grande maioria dos países da União Europeia já vão avançados nos esforços de digitalização do seu espólio cultural, como Portugal que desde 2005 mantém diversos projectos nesta área, responsáveis pela digitalização de milhares de documentos.

Hoje acessíveis através de páginas locais ou da iniciativa europeia que agrega os esforços de digitalização das várias bibliotecas nacionais da região (já designado por Biblioteca Digital Europeia), os documentos digitalizados irão cada vez mais convergir para a Europeana, garças ao investimento comparticipado via projectos de investigação europeus. Um investimento orientado para dar uma linha de acção comum aos vários países, uniformizando tecnologias de digitalização e tornando interoperáveis as bases de dados que permitem pesquisar na plataforma por determinado tema e ter acesso a resultados depositados em instituições de vários países.

O esforço europeu nasceu em forma de resposta à iniciativa de digitalização de livros da Google, que ameaçava tornar a língua inglesa dominante no que se refere aos conteúdos digitalizados e acessíveis via Internet. Tem como principal objectivo levar para a rede a diversidade cultural da Europa e suporta-se num forte compromisso político que permite canalizar para o projecto um financiamento de vulto.

As estimativas indicam que as bibliotecas europeias encerram mais de 2,5 mil milhões de livros, dos quais apenas cerca de 1 por cento estão digitalizados.

A digitalização prevista de cinco milhões de livros até 2010 vai custar 225 milhões de euros, dos quais 119 milhões serão suportados através de instrumentos europeus de financiamento.

Numa nota lançada hoje, a Comissão Europeia reconhece o esforço que os países têm vindo a fazer para dar seguimento ao projecto, que requer também elevado esforço financeiro interno, sem deixar de considerar que é preciso melhor o método e a tecnologia usada para obter resultados que garantam a preservação das obras digitalizadas.

A mesma nota reafirma a intenção de até final do ano ter no terreno a Biblioteca Digital Europeia, que se manterá em crescimento até 2010.




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