Inspirados nos protestos organizados online que têm levado à queda de vários regimes autoritários em países árabes nos últimos dias, os internautas chineses recorreram à rede para marcar manifestações em várias cidades do país. A resposta das autoridades não se fez esperar.

A polícia foi ontem mobilizada em massa em Pequim e Xangai para impedir as chamadas "concentrações de Jasmim", convocadas para 13 cidades chinesas pela Internet, reportam várias agências internacionais.

Na capital do país, para onde estava marcado um protesto na rua em frente ao McDonald's, jornalistas de meios de comunicação como a BBC, Associated Press ou a televisão alemã ARD foram presos sob a acusação de estarem a colher imagens numa zona da cidade onde tal não é permitido, relatam.

Centenas de agentes fardados e à paisana tentavam manter a ordem na rua dentro do restaurante, descreve a AFP, que acrescenta que, por volta das 15h locais, "dezenas de polícias rodearam os jornalistas que queriam gravar imagens da rua e do restaurante". Para além de terem sido impedidos de trabalhar, a agência menciona o facto de a "polícia, muito nervosa" ter "tratado jornalistas estrangeiros com brutalidade".

Em Xangai, várias pessoas foram levadas em três furgões, mas não se sabe se eram manifestantes, escreve a mesma fonte.
Com vista a evitar as reuniões agendadas para este domingo, as autoridades chinesas tinham já levado a cabo medidas como o bloqueio da rede social LinkedIn, que estaria a ser usada para marcar os protestos, relatavam sexta-feira vários meios de comunicação.

O primeiro-ministro, Wen Jibao, recorreu mesmo à "arma" dos manifestantes, realizando um chat de duas horas com internautas do país, no qual prometeu combater a inflação e a subida do preço dos imóveis, dois dos principais focos de insatisfação dos cidadãos.

Antes da manifestação deste domingo, os activistas online tinham tentado organizar um primeiro protesto uma semana antes, na mesma rua de Pequim - uma das mais movimentadas da cidade.

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