Dois anos poderão ser o tempo necessário para que a China ultrapasse os Estados Unidos no que se refere ao número de utilizadores de Internet. Esta alteração de liderança terá sem duvida um impacto ao nível dos conteúdos disponíveis na rede, seja na língua seja no tipo é encarda com alguma expectativa.



"Acreditamos que levará dois anos no máximo até que a China bata os Estados Unidos", afirmou um responsável da China Internet Network Information Center tendo por base números do Governo.



No final do ano existam 137 milhões de utilizadores de Internet no país fortemente controlados pelo regime de Pequim, mas cada vez mais aliciados pelos operadores estrangeiros como a Yahoo, a Google e outros gigantes da Internet que marcam presença no país, admitindo algum controlo das autoridades.



Curioso é notar que mesmo com todo o controlo sobre o acesso à rede e a divulgação de conteúdos não alinhados, o fenómeno não pára de crescer e face ao ano anterior os números registados no final de 2006 apontavam para um crescimento do número de internautas na ordem dos 23 por cento.



Entre as medidas mais polémicas do Governo chinês estão as acções de fiscalização constante e consequente encerramento de cibercafés onde estão acessíveis conteúdos considerados proibidos e a detenção e condenação à morte de cidadãos chineses que usaram a rede para divulgar conteúdos considerados contra o regime.



Por outro lado, a utilização da Internet é incentivada para questões de negócio ou educação o que tem permitido um rápido desenvolvimento no país do comércio electrónico, da publicidade online ou da indústria de jogos.



Com a explosão da China, no que toca à utilização da Internet, mesmo num ambiente repressivo, 10 por cento da população mundial está hoje online. O país com maior penetração do serviço é os Estados Unidos com 210 dos seus 300 milhões de habitantes ligados.



Este número pode agora ser rapidamente ultrapassado pela China se o país mantiver um ritmo de crescimento no acesso à rede da ordem dos 24 por cento ao longo dos dois próximos anos, uma proeza que não deverá ser difícil de cumprir, tendo em conta que o país atravessa um bom momento económico. Está em fase de crescimento e tem sido esse momento de expansão a permitir a melhoria das condições de vida dos seus habitantes e o investimento em computadores e ligações à Internet.



Ainda assim, os números do governo chinês estão a ser encarados com alguma desconfiança, até porque um estudo recente da JP Morgan apontava para que a China tivesse 190 milhões de utilizadores de Internet só em 2010, daqui a três anos.



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