
As autoridades europeias, canadianas e americanas uniram esforços no sentido de investigar a compra e venda de produtos ilegais na Dark Web, tais como droga, armas de fogo ou material de pornografia infantil. A Operação SaboTor foi conduzida por agências americanas, entre as quais o FBI e a DEA, e contou com a colaboração da Europol.
No total da operação, que começou no início de 2019, foram feitas até ao momento 61 detenções e encerradas 50 contas, utilizadas para atividades ilegais. Na sequência da investigação foram ainda apreendidos 295,5 quilos de droga e mais de 6,2 milhões de euros.
Em Portugal, a Polícia Judiciária abriu 13 investigações que levaram, até ao momento, a cinco detenções e a nove buscas domiciliárias. Na sequência da operação foram também apreendidas drogas como ecstasy, MDMA e LSD.
Catherine de Bolle, Diretora Executiva da Europol, afirmou que “a dark web não é tão obscura como se pensa”, acrescentando que “quem compra ou vende bens ilegais online não está escondido das autoridades e está a colocar-se numa situação de grande perigo”.
Para Catherine De Bolle, esta operação internacional veio também demonstrar "a determinação das autoridades em combater o crime na dark web e em reduzir o número de vítimas destes esquemas criminosos”.
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