A venda de bens contrafeitos já não se limita a espaços físicos, pois são cada vez mais os comerciantes que aproveitam as redes sociais ou até websites para vender imitações de marcas famosas. A nova tendência no mundo da contrafação é promover a venda de calçado, roupa, perfumes ou acessórios falsificados através de diretos no Facebook. Ao longo dos dez primeiros meses de 2019, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) abriu 80 inquéritos-crime contra a prática, avança o Jornal de Notícias.

No primeiro semestre de 2019, a ASAE apreendeu 1.100 milhões de euros em bens contrafeitos, totalizando 786 mil artigos: desde produtos cosméticos a vestuário, passando por bebidas alcoólicas, joalharia, artigos farmacêuticos e até smartphones. Além das feiras, a Internet está a tornar-se num local de escolha para os comerciantes deste tipo de produtos falsificados.

Os comerciantes recorrem frequentemente a websites ou a páginas em redes sociais para anunciar os seus produtos, desativando-as e voltando a ativá-las à medida que são “apanhadas”. De acordo com uma fonte da ASAE, as denúncias de consumidores por fraude são também recorrentes, sendo que são vários os consumidores online que acabam por comprar artigos contrafeitos a preços inferiores pensado que se tratam de produtos de marca.

Os prejuízos deste tipo de prática são elevados, não só para a economia portuguesa, pois implica a perda direta de mais de 22 mil postos de trabalho, mas também para a segurança dos utilizadores. O jornal revela que dos produtos contrafeitos perigosos, cerca de 80% tiveram como consumidores finais crianças e jovens.

Um porta-voz do Facebook esclareceu ao SAPO TEK que os Padrões de Comunidade se aplicam aos diretos na rede social e que a plataforma atua contra violações às políticas o mais rápido possível, desde que o vídeo em questão seja denunciado. O Facebook Live apresenta desafios únicos no que toca ao cumprimento das regras da comunidade e a empresa compreende a importância de agir de uma forma responsável, indicou o porta-voz que relembrou que as pessoas não precisam de esperar até que uma transmissão ao vivo acabe para a denunciar.

Nota de redação: A notícia foi atualizada com um esclarecimento por parte de um porta-voz do Facebook. (Última atualização: 14h14.)

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