
Desde junho de 2015 que alvos no Médio Oriente foram vítimas de uma operação de ciberespionagem apelidada por ZooPark. A especialista de segurança Kaspersky indica que o ataque consistiu na infeção de dispositivos Android com diferentes gerações de malware, permitindo aos atacantes adicionar novas variáveis em cada versão. Este conseguiu aceder a praticamente todas as funções do smartphone, afetando diferentes aplicações como o WhatsApp, o Telegram e outras, dando acesso a palavras-passe, vídeos, fotos e outras informações pessoais.
A Kaspersky refere que existem quatro gerações do ZooPark, sendo que a primeira era um spyware que permitia o acesso a moradas do livro de contactos e informações das contas dos utilizadores, até à mais recente, lançada em 2017, um sofisticado malware capaz de monitorizar com detalhe os dispositivos. Este conseguiu aceder ao historial de procura nos motores de pesquisa, fotos e vídeos armazenados nos cartões de memória, registos de chamadas telefónicas, e até informações de segurança das diferentes aplicações.

A Kaspersky refere que as informações eram extraídas através de chamadas silenciosas, envio de textos ou mesmo comandos especiais, sem que os utilizadores detetassem os movimentos. Para aceder aos dispositivos, as vítimas eram direcionadas para sites que tinham sido previamente infetados com ficheiros maliciosos, quando procuravam temas como “referendo Curdistão” ou “Grupos de Telegram”, entre outros. A empresa de segurança informática refere que as vítimas do malware estavam no Egito, Marrocos, Irão, Jordânia e no Líbano.
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