Esta segunda-feira, numa palestra no Indian Institute of Technology, o CEO do Twitter foi questionado acerca da tão badalada funcionalidade que poderá permitir aos utilizadores desta rede social editar os tweets publicados. O rumor é antigo, a vontade dos internautas mais ainda, mas Jack Dorsey não tem pressa em satisfazer a internet. Para o dono da plataforma, o que interessa é fazer com que esta opção seja desenvolvida da melhor forma, para que não dê origem a erros de maior gravidade.

"Quando ouvimos falar do botão 'editar', não temos de prestar atenção àquilo que as pessoas nos estão a pedir, mas sim aos casos em que este botão pode ser usado", afirmou. "Qual é a questão por detrás da questão? A verdade é que muitas pessoas querem editar os seus tweets para poderem corrigir pequenos erros que cometem no Twitter. Essas pessoas não querem transmitir uma má imagem. E isso é muito mais concretizável do que simplesmente permitir que toda a gente edite todos os seus tweets de forma indiscriminada", concluiu Dorsey.

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Os comentários do CEO deixam a ideia de que a opção está em cima da mesa, mas esclarecem também que apesar de estar a ser equacionada, a funcionalidade não será lançada de qualquer forma. Em suma, a empresa não quer permitir que um tweet possa ser alterado ao ponto de o seu sentido ser completamente alterado. Imagine uma situação em que um utilizador escreve um comentário com um sentido, levando várias pessoas a partilhá-lo. Mais tarde, o tweet é editado e o sentido dessa mensagem passar a ser exatamente oposta à original, fazendo com que os perfis de todos aqueles que partilharam o tweet, sirvam agora de montra para ampliar uma mensagem contrária àquela em que acreditam. "É isso que queremos prevenir", disse Dorsey.

Para contrariar esta possibilidade, existem algumas soluções em cima da mesa, como é o caso dos registos de edição, que podem surgir anexados a um tweet quando este é editado e mostrar como é que o texto foi alterado. "Já há algum tempo que consideramos a hipótese de edição [...] mas não podemos apressar as coisas. Não podemos patrocinar um sistema que exclui comentários do registo público porque acho que é essencial que consigamos preservar isso", rematou o diretor executivo do Twitter.

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