O alerta é avançado pela Check Point Research, que refere que o número de anúncios de vacinas para a COVID-19 aumentou 300% nos últimos três meses, com cada vez mais variedade de fornecedores. A especialista em cibersegurança alerta para o aumento de ofertas falsas na Darknet relacionadas com a pandemia de COVID-19.

A atividade estendeu-se também aos certificados de vacinação falsos e a resultados negativos dos testes realizados à doença. Chega-se mesmo a assistir a promoções no mercado negro, de ofertas especiais “compre 3, pague 2”, assim como versões do certificado DIY, que são reproduzidos em meia hora, por um valor de 25 dólares.

Em janeiro, a Check Point já havia reportado as centenas de anúncios na Darknet sobre a venda de vacinas, número que agora triplicou, tendo chegado às 1.200 ofertas, incluindo agora os certificados falsos e os resultados negativos. Neste mercado negro trocam-se recursos ilícitos, incluindo software malicioso, cartões de crédito roubados, armas e drogas, por exemplo.

Veja na galeria exemplos dos anúncios e interações na Darknet para a compra dos documentos:

“Os cibercriminosos estão a tentar capitalizar o interesse tanto do público que anseia a vacina como daqueles que procuram evitá-la. É imperativo que as pessoas compreendam que entrar em qualquer uma destas transações é extremamente arriscado, porque os hackers querem essencialmente extrair informação pessoal. Também recomendo veementemente todas as pessoas a não partilharem certificados de vacinação nas redes sociais, já que estes podem muito bem chegar à Darknet de alguma forma”, salienta Oded Vanunu, responsável pela investigação de vulnerabilidades da Check Point.

Relativamente aos anúncios das vacinas contrafeitas, o preço das mesmas começa nos 500 dólares pela Oxford AstraZeneca e Sinopharm, enquanto a Sputnik e a da Johnson & Johnson valem 600 dólares na Darknet.

A Check Point diz ter contactado o fornecedor de certificados falsos da vacina, sendo afirmado que o mesmo já tinha realizado a operação de falsificação várias vezes, sem qualquer problema. O comprador paga 200 dólares e apenas necessita fornecer os nomes e datas exatas que deseja no certificado. É referido que os vendedores aceitam Bitcoin para evitar serem rastreados.

Como sempre, a especialista de cibersegurança alerta os utilizadores a terem atenção aos indicadores de autenticidade (ou a falta dela) nas ofertas, entre elas erros de ortografia, logotipos de má qualidade ou o uso de terminologias incorretas. Recomenda ainda que os dados relativos a testes e vacinação devem ser registados digitalmente e encriptados. Todos os postos de controlo, sejam em aeroportos, serviços fronteiriços e até forças oficiais de fiscalização devem dispor de meios de ler os códigos de barra ou QR Codes dos documentos e certificados para evitar as burlas.

Nota de redação: notícia atualizada com mais informações. Última atualização 10h40.

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