A Europa é agora o maior mercado de comércio eletrónico no mundo, garante a EMOTA, a Associação Europeia do Comércio Eletrónico e Venda à Distância, que aponta para uma estimativa de vendas de 246 mil milhões de euros em 2011, um número que supera pela primeira vez o volume registado nos Estados Unidos, estimado em 237 mil milhões, apesar da crise económica.

Segundo os dados da associação, as vendas do comércio online representam agora cerca de 5,1% do valor total do mercado de retalho na Europa, e os consumidores gastam uma média de mil euros com aquisições na Internet.

A liderança da Europa no mercado de comércio online ainda não é ameaçada por regiões com taxas de crescimento mais rápidas, como a Ásia, embora a prazo se estime que o volume de ecommerce registado nesta região possa deixar para trás mercados mais maduros como os Estados Unidos e a Europa. Segundo a associação, a sofisticação da oferta do comércio de retalho, a competitividade, as infraestruturas logísticas e a tecnologia disponível nos principais países europeus de comércio eletrónico, tornam-se, manifestamente, uma proposta muito atrativa para os consumidores online.

As vendas através de dispositivos móveis estão também a aumentar de forma significativa, com os indicadores no Reino Unido a apontarem para taxas de crescimento de 1.320% em apenas dois anos.

“O canal Mobile parece disposto a desempenhar um papel cada vez mais importante neste crescimento [do comércio eletrónico na Europa], dado que o acesso à Internet, por essa via, se torna mais generalizadamente apoiado por uma maior disponibilidade de wi-fi. Está, efetivamente, a verificar-se que as compras via mobile/telemóvel começam a afirmar-se, pelo que, tanto as visitas como as vendas através do canal, vêm a registar um crescimento extraordinário nos últimos dois anos”, afirma James Roper, Vice-President da EMOTA e Presidente Executivo [CEO] do
IMRG

Outro fator apontado como positivo pela associação é o crescimento das vendas online para fora dos países de origem, sendo os retalhistas europeus fortes exportadores para mercados como a Austrália e a Nova Zelândia. Mas também dentro da Europa há indicadores positivos de aumento de trocas comerciais entre países, embora ainda muito baseadas em zonas com afinidades linguísticas.

Alexandre Nilo Fonseca, presidente da ACEPI, a associação portuguesa de Comércio
Eletrónico e Publicidade Interativa, e Diretor da EMOTA regista que o movimento de crescimento no ecommerce se regista também em Portugal. “As vendas
online continuam a crescer em Portugal mesmo num cenário de recessão económica.
Há cada vez mais portugueses a perceber as vantagens de fazer compras pela internet:
O número de compradores online mais do que triplicou desde 2005 em Portugal”.

O presidente da ACEPI lembra também que esta é uma grande oportunidade para as empresas portuguesas já que, com um investimento reduzido,
podem começar a utilizar a internet para exportar os seus produtos e serviços para todo o
mundo.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fátima Caçador

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