Um estudo apresentado pela Comissão Europeia revela que as barreiras ao comércio electrónico transfronteiriço são o principal entrave ao desenvolvimento do sector na União Europeia, embora os números apurados também revelem que uma percentagem crescente de europeus faz compras online.

Os dados mostram que entre 2006 e 2008 a percentagem de consumidores europeus que compra online passou de 27 para 33 por cento, mas o comércio online transfronteiriço permaneceu estável. Apenas 7 por cento de quem compra online escolhe lojas de outro país.

Conclui-se que para este factor contribuem barreiras linguísticas (embora 60 por cento das lojas ofereça serviços multilingue), regulatórias e questões de confiança relativamente aos meios de pagamento, garantias dos produtos e assistência.

Os dados mostram no entanto que os consumidores que compram online estão satisfeitos com as suas experiências, sobretudo nas categorias de produtos mais populares do comércio online: as Tecnologias de Informação e Comunicação e os produtos ligados ao entretenimento. Aspectos como a maior diversidade de ofertas e preços são valorizados. Já a publicidade e a falta de clareza da informação associada às compras online são aspectos negativos apontados.

Outra conclusão patente é que existe disponibilidade do consumidor para apostar mais nas compras transfronteiriças, sobretudo quando confrontadas com possíveis vantagens ao nível de preços.

A Comissão Europeia promete continuar a trabalhar no tema e promete para Setembro deste ano a apresentação dos resultados de um estudo Mistério. O documento vai apresentar resultados de experiências reais de compra em várias lojas online europeias para identificar, em concreto, as limitações com que se deparam os europeus que fazem compras em lojas de outros Estados-membros.

Os dados para Portugal

Segundo os números apresentados pela Comissão Europeia, em Portugal apenas 10 por cento dos consumidores realizaram compras online em 2008, tendo em conta exclusivamente as compras efectuadas no consumo privado. Alemanha, Reino Unido e França são os três grandes mercados do comércio electrónico na União Europeia, responsáveis por boa parte dos 106 mil milhões de euros que o sector valia em 2006.

Nos dados de 2008 a CE conclui que os mercados onde o comércio electrónico de privados foi opção para mais de 50 por cento da população foram a Dinamarca, Alemanha e Holanda.

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