O Facebook está a começar a afirmar-se como um importante gerador de tráfego para sites de notícias, encaminhando cada vez mais leitores para conteúdos de páginas como as do New York Times, Washington Post, CNN, Reuters ou do The Hunffington Post (onde oito por cento dos visitantes já chegam a partir de links partilhados na rede social).

As conclusões são de um estudo apresentado hoje pelo Project for Excellence in Journalism, do Pew Research Center, que revela que 40 por cento do tráfego dos sites noticiosos é proveniente de referências aos artigos noutras páginas.

Ainda que a larga maioria dos leitores seja encaminhada pelo motor de buscas da Google (30%) e pelo Google News, os responsáveis pela análise destacam a importância crescente da rede social fundada por Mark Zuckerberg.

Dos 25 sites noticiosos visados pelo estudo, cinco deles contaram com o Facebook como segundo ou terceiro maior gerador de tráfego, o que leva os analistas a afirmarem que este se está "rapidamente" a tornar um concorrente neste mercado - impulsionado pela partilha de conteúdos levada a cabo pelos seus utilizadores.

Outra das matérias em que as atenções se dividem entre a Google e o Facebook diz respeito aos links de destino daqueles que acabaram de consultar um site. A gigante das pesquisas mantém a liderança, com mais de 7 por cento das ligações seguidas pelos leitores, mas os analistas fazem notar a rivalidade entre as empresas afirmando que a Google não envia utilizadores para o Facebook e vice-versa.

"Google e Facebook estão progressivamente a posicionar-se como concorrentes no que respeita aos conteúdos na Web", notam os especialistas, afirmando que as empresas se representam agora "duas formas diferentes de navegar na Web".
"Se a pesquisa de notícias foi o mais importante desenvolvimento da última década, a partilha de notícias pode estar entre os mais importantes da próxima", escrevem os autores do estudo.

Curiosamente, o Twitter - tendencialmente apontado como um serviço mais voltado para a partilha de informação com carácter de actualidade - quase não é referido como veículo gerador de tráfego. Apenas o Los Angeles Times, viu mais de 1 por cento do seu tráfego chegar da rede de microblogs.

De acordo com os especialistas, que durante noves meses cruzaram informações com as estatísticas de audiências da Nielsen para 25 meios de comunicação online nos EUA, os restantes 60 por cento do tráfego vêm directamente da homepage dos sites noticiosos.

As páginas iniciais foram também a parte do site mais visitada em 21 dos 25 meios incluídos na amostra.

Outra das conclusões diz respeito ao tipo de utilização dos sites de notícias, com a grande maioria dos visitantes (77%) a serem classificados como "utilizadores casuais", que visitam o serviço poucas vezes por mês e lhe dedicam apenas alguns minutos. Os visitantes mais regulares, que voltam mais de 10 vezes por mês e ficam mais de uma hora, representam apenas 7 por cento do total.

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