A carta é assinada pelo Facebook, Google, Twitter, Reddit, Microsoft, Verizon, Pinterest, LinkedIn e Wikimedia em prol da integridade das próximas eleições dos Estados Unidos, reunindo-se regularmente com as agências governamentais para a sua preparação. As empresas prometem novidades para os próximos meses, mas sobretudo, manter-se vigilantes para as situações inesperadas. Preparam ainda futuras convenções e planos para cenários relativos aos resultados das eleições.

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De forma a proteger as eleições, as tecnológicas vão dar prioridade à divulgação de informações fiáveis e mitigar tentativas de manipulação dos eleitores. O YouTube, por exemplo, vai proibir vídeos com informações obtidas através de hacking informático que possam perturbar os processos. Qualquer tentativa de encorajamento dos seus espetadores a interferirem nas eleições também serão proibidos, avança a Lusa.

A Google tem outras frentes de defesa planeadas, estando a trabalhar em parceria com a Jigsaw, uma subsidiária da Alphabet, na pesquisa de métodos para identificar deepfakes através de Inteligência Artificial. Para garantir a segurança dos candidatos, de quem realiza as campanhas eleitorais e dos jornalistas, a empresa desenvolveu o projeto Protect Your Election. A iniciativa disponibiliza um conjunto de ferramentas gratuitas que podem ajudar os utilizadores a proteger-se contra ameaças informáticas e a informar os eleitores de forma mais exata.

"As campanhas de desinformação são mais virulentas quando ocorrem em vazios informacionais", referiu Nathaniel Gleicher, diretor da Facebook, em conferência de imprensa. A rede social anunciou também a criação de um centro de informação com questões relacionadas com as eleições dos Estados Unidos. Trata-se de um local exclusivo para disponibilizar informações oficiais e úteis para os eleitores. As pessoas são encorajadas a participar, a verificar se estão bem inscritas para votar, e caso tenham problemas, como os resolver. Também podem informar-se sobre as regras do voto à distância, devido ao contexto atual da pandemia.

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As empresas tecnológicas encontram-se sob grande pressão pelas agências governamentais para evitar que as suas plataformas sejam utilizadas em campanhas externas e interessados em boicotar as eleições, tal como aconteceu em 2016. Segundo avança o NPR, o diretor nacional de contrainteligência dos Estados Unidos, William Evanina, refere que a Rússia, China, Irão e outros intervenientes externos estão a tentar mudar as preferências e perspetivas do eleitorado americano, de forma a aumentar a discórdia e minar a confiança das pessoas no seu processo democrático.

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