O Facebook atualizou as suas políticas relativas à utilização de discurso de ódio, nomeadamente a proibição de qualquer publicação ou mensagens que neguem ou destorçam o Holocausto. As medidas chegam depois das organizações que estudam as tendências nos discursos de ódio reportarem um aumento de ataques contra grupos espalhados pelo mundo.

A rede social refere em comunicado que removeu mais de 250 organizações de supremacia branca, atualizando as suas políticas para incluir grupos de milícia e o QAnon. Ao todo, foram retirados cerca de 22,5 milhões de publicações com discurso de ódio do Facebook no segundo trimestre de 2020. Um ano depois de consultas com especialistas externos, a plataforma baniu estereótipos antissemitas sobre o poder coletivo dos judeus que os descreve como governantes do mundo ou das grandes instituições.

Segundo uma sondagem feita aos adultos nos Estados Unidos, entre os 18 a 39 anos, citada pelo Facebook, quase um quarto acredita que o Holocausto é um mito, que tem sido exagerado ou não têm a certeza se realmente aconteceu.

Sobre os conteúdos que podem violar as novas políticas de utilização da rede social, o Facebook afirma que demorará algum tempo até os especialistas que vão rever as publicações serem treinados e ficarem alinhados com as mesmas. Esperando assim que os seus parceiros ofereçam input para continuar a afinar a plataforma, tornando-a mais segura para os seus utilizadores.

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