A televisão foi completamente transformada ao longo da última década, do formato tradicional de canais com programações rígidas aos avançados sistemas de box dos operadores por cabo que permitem aos utilizadores consumirem os programas mediante a sua disponibilidade. Muitas das inovações foram espicaçadas pela internet, por plataformas como o YouTube, que permitiram às pessoas terem o seu conteúdo quando desejam.

Chegou a vez da rádio levar o mesmo tratamento, refere a Google em comunicado, com o anúncio de um serviço que permite aos utilizadores construírem a sua própria estação, disponível on demand, ao longo do dia e personalizada com notícias do seu interesse. Para já, os planos parecem ser apenas a personalização da experiência no consumo de notícias, oferecendo playlists de assuntos de interesse do utilizador, estendendo-se a outras formas de conteúdos e histórias. Assim, o objetivo é oferecer um serviço para as diferentes rotinas dos utilizadores, seja o acordar de manhã, às tarefas do dia ou enquanto fazem as corridas de treino.

A Google refere que tem estado a trabalhar com diferentes parceiros espalhados pelo mundo, como a The Associated Press, a Hollywood Reporter, entre outras, para pensar num sistema unificador. Foi construído um protótipo que cruza a inteligência artificial do Google News ao contexto de voz presente no Assistente. Em cada momento, os utilizadores podem aceder ao serviço e ter acesso imediato a novas histórias ou atualizações de anteriores que já foram assistidas. E o sistema obedece aos comandos de voz dos utilizadores, bastando pedir para saltar uma notícia ou voltar a repetir a mesma, por exemplo.

Qualquer meio de informação pode participar nesta experiência, bastando aceder ao guia de especificações para introduzir os conteúdos. A Google explica que o protótipo apenas permite introduzir histórias soltas, que sejam segmentadas de um programa noticioso, que ajude a contribuir para o feed de notícias do serviço.

Para já, o sistema de áudio noticioso está apenas disponível nos Estados Unidos, apenas em inglês. No entanto, publicações de qualquer parte do mundo podem contribuir com notícias, caso utilize um formato na língua de Shakespeare.

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