O regulador das telecomunicações paquistanês confirmou hoje que levantou restrições de acesso ao site do YouTube no país asiático. Isto porque alegadamente a plataforma alojava alguns conteúdos que insultavam a cultura muçulmana.
Contudo, esta decisão acabou por prejudicar utilizadores em todo o mundo. Em comunicado o YouTube informou que milhões de internautas não puderam entrar no seu site porque os acessos estavam a ser redireccionados devido a protocolos erróneos. No mesmo documento, a empresa aponta que a decisão do regulador paquistanês esteve na origem do bloqueio.
Apesar de a autoridade para as telecomunicações não dar nenhuma pista concreta acerca dos vídeos que deram origem à polémica, um membro do organismo referiu à Associated Press que em causa estava um trailer do próximo filme do holandês Geert Wilders, onde o Islão é retratado como uma religião fascista e propensa a incitar à violência contra a mulher e os homessexuais.
Agora, o governo do referido país já ordenou que os ISPs desbloqueassem os acessos ao site depois de o conteúdo "blasfémico" ser retirado.
Fonte do regulador paquistanês, que não se quis identificar, foi citado por vários órgãos de comunicação social dizendo que esta foi a primeira medida paquistanesa contra o YouTube, deixando no ar que "cabe agora aos administradores do site fazer com que não volte a acontecer uma medida semelhante no futuro".
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