Um grupo de investigadores da universidade de Southampton, no Reino Unido, desenvolveu um novo tipo de fibra ótica que permite transferir até 10TB de dados por segundo. O segredo está na construção oca dos cabos de fibra que permitem uma transferência de ficheiros quase à velocidade da luz.

Em vez de os cabos serem compostos por filamentos de vidro ou de plástico, são compostos por ar que facilita a propagação e a transferência da luz, revela a Nature.

Nos primeiros testes conduzidos a equipa terá conseguido atingir resultados mil vezes superiores aos das ligações que existem atualmente, muito por causa da redução de perda de sinal que foi conseguida através deste método.

Em cabos plásticos ou de vidro, sempre que existe um canto ou uma curva que precisa de ser percorrida pelo feixe de ondas eletromagnéticas existem efeitos ricochete dentro do cabo que leva à perda da velocidade do sinal. A propagação feita através do ar ou da falta deste, no vácuo, torna as comunicações mais lineares e menos ruidosas.

Este tipo de cabos e velocidades de Internet ainda estão a anos de distância de poderem ser aplicados de forma prática, e antes de chegarem aos internautas, vão ser primeiro utilizados para alimentar supercomputadores e grandes centros de dados.

Nota de redação: foi alterado o termo «eletricidade» por «ondas eletromagnéticas» como foi sugerido nos comentários


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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