O portal IOL vai passar a condicionar o acesso a parte dos seus conteúdos a cibernautas que não se liguem à Internet através do ISP do grupo. Embora possa vir a ser implementada permanentemente, a restrição entrará em fase experimental daqui a duas semanas e só será aplicada durante a noite, a partir das 20 horas e até às 8. Fora desse período de tempo, o acesso continua a ser livre.



Em declarações ao Público Última Hora, Luís Rodrigues, administrador da Media Capital Multimédia explicou que apenas as pessoas que se ligam à Net através do IOL continuam a ter acesso "a tudo aquilo que tinham até aqui", enquanto os outros internautas terão um acesso limitado.



Entre as 20 e as 8 horas as homepages dos vários sites associados ao portal, com os respectivos títulos, mantêm-se disponíveis, mas o acesso aos links estará vedado. A entrada nos sites das publicações do grupo estará igualmente impedida - como é o caso do Diário Económico, da Rádio Comercial e de parte dos conteúdos da TVI, nomeadamente de programas como Academia das Estrelas ou Batatoon.



Na lista estão ainda incluídos sites como o Cotonete, PortugalDiário, e os desportivos MaisAndebol, MaisAtletismo, MaisFutebol, e Mais Mundial 2002. Este último, indicou Luís Rodrigues ao Público Última Hora, fará a cobertura do Mundial a realizar na Coreia e no Japão em exclusivo para os utilizadores do IOL, ou seja, enquanto durar a prova, o site deverá estar "encerrado" mesmo durante o dia - a decisão final vai depender do comportamento dos cibernautas durante esta fase experimental.



Luís Rodrigues afirmou ainda que considera a limitação imposta no acesso aos conteúdos "uma espécie de pay-per-view, como o sistema da televisão, mas aplicado à Net", adiantando que grande objectivo do IOL é desviar para a sua conta o maior número de chamadas telefónicas possível, uma vez que a principal fatia de receitas deste tipo de negócio não vem da publicidade, mas sim dessas mesmas chamadas.



Sem o condicionamento de acesso aos conteúdos agora imposto os utilizadores de outros acessos à Internet podiam usufruir dos conteúdos do IOL, pagando a outros ISP - como, por exemplo, o Clix, a Telepac ou a Oninet - tal como continua a acontecer em outros portais.



Se a experiência resultar, o responsável da Media Capital Multimédia acredita que dentro de um ano o processo passe a definitivo. Se não, Luís Rodrigues admite regressar ao regime "100 por cento livre."



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