Um memorando interno escrito por uma funcionária da Google está a trazer a público alegadas revelações acerca de comportamentos discriminatórios da empresa em relação a mulheres grávidas. Com 2.300 palavras, o texto "Não vou voltar à Google depois da minha licença de maternidade e aqui está o porquê" tornou-se viral após ter sido publicado num fórum interno da empresa, tendo sido visto por mais de 10.000 funcionários. A empresa já havia sido alvo de críticas de um alegado encobrimento de assédio sexual, no início do ano.

No memorando publicado na semana passada pelo website Motherboard, a funcionária, que manteve o anonimato, começa por recontar a sua experiência negativa com os recursos humanos da empresa ao relatar comentários discriminatórios feitos por um superior acerca do desempenho de uma colega de trabalho que estaria grávida. Apesar de os recursos humanos da Google terem garantido que a queixa não levaria a retaliação por parte da empresa, o mesmo não aconteceu.

A autora do memorando alega que sofreu tratamento discriminatório aquando da sua gravidez: desde chamadas e emails agressivos a projetos negados, passando ainda por humilhação pública. Para a colaboradora da Google, este foi um fator que teve um impacto profundamente negativo na sua gestação, colocando-a e à sua criança em risco. A funcionária alega também que os seus superiores lhe indicaram que a sua posição na empresa não estaria garantida quando regressasse da licença de maternidade.

Apesar da autenticidade do memorando, publicado inicialmente num fórum para grávidas e recém-mães, ter sido verificada pela Motherboard, a veracidade das alegações ainda não foi confirmada.

Num comunicado à imprensa, Jenn Keiser, uma porta-voz da Google, declarou apenas que a empresa tem “claras políticas contra a retaliação”, realçando também que todos os colaboradores dispõem de vários canais de comunicação onde podem reportar casos semelhantes, os quais serão prontamente investigados.

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