A Google e a Apple dividem os mapas de navegação mais utilizados, considerando que o Waze também pertence à Google. A Linux Foundation quer criar um mapa que seja fácil de utilizar e com interoperabilidade com dados de mapeamento de diversas fontes. Criou dessa forma a Overture Maps Foundation, uma iniciativa que já tem a bordo outras gigantes tecnológicas como fundadoras, tais como a Amazon Web Services (AWS), Meta, Microsoft e a TomTom. Mas na sua nota é referido que todas as comunidades com interesse comum estão convidadas a ajudar no processo.

O objetivo é reforçar a colaboração para criar o mapa em open source, com partilha de tecnologias, de forma a reforçar os serviços de mapeamento a uma escala global. E pretende que seja compatível tanto com os produtos de mapas atuais e de próxima geração. Os dados do mapa serão abertos e extensíveis através de uma licença de dados abertos. “Isto vai conduzir à inovação, ao permitir uma rede de comunidades que criam serviços por cima dos dados da Overture Maps”, refere a Linux em comunicado.

O projeto pretende mapear todo o terreno físico, mas também cada comunidade no mundo, mesmo que cresçam ou mudem, algo que a fundação diz ser um desafio complexo e massivo que nenhuma organização consegue gerir. É por isso que surgiu a necessidade de unir a indústria para desenvolver o mapa de grande qualidade que possa abrir oportunidades de inovação para servir as pessoas, empresas e comunidades. lê-se na nota.

Overture Maps Foundation

A Linux Foundation diz que os mapas atuais dependem de milhares de aplicações para pesquisa local e descoberta, navegação e roteamento, logística, mobilidade, condução autónoma e visualização de dados. E refere que no futuro os serviços de mapas ainda vão alimentar as aplicações emergentes de realidade aumentada, ou seja, o metaverso, para oferecer experiências sociais, educação, gaming e produtividade.

É nesse sentido que o Overture Maps pretende também incorporar dados de múltiplas fontes, não só dos seus membros, mas de organizações cívicas e de open data. Pretende também tornar o seu sistema de mapas uma referência global. O projeto quer ainda garantir qualidade do mapa, fazendo as respetivas validações para detetar erros no mapa ou mesmo atos de vandalismo para garantir que os seus dados possam ser utilizados em sistemas de produção.

Os dados de alta qualidade e detalhados são referidos como muito caros e difíceis de obter. E o facto das múltiplas bases de dados que se referem à mesma entidade no mundo real utilizam as suas próprias convenções e vocabulário, torna mais difícil o processo de os combinar. E isso faz com que os dados dos mapas se tornem vulneráveis a erros e inconsistências. Por fim, refere que os dados de mapas abertos têm falta de uma estrutura que facilite a construção de produtos e serviços em cima.

Estas são as falhas registadas que o projeto da Overture Maps Foundation pretende corrigir com o seu projeto conjunto, assim como complementar com o que já existe para criar o melhor serviço de mapas. O projeto pretende integrar os dados já existentes em sistemas como o OpenStreetMap, os departamentos de planeamento das cidades, assim como novos dados oferecidos pelos membros. Está a ser utilizado visão computacional, assim como inteligência artificial e machine learning para criar uma versão digital viva do mundo físico.

Os primeiros resultados do mapa deverão estar disponíveis durante o primeiro semestre de 2023. Inicialmente será composto pelas camadas básicas, onde se incluem edifícios, estradas e informações administrativas. No website oficial do projeto pode aceder a mais informações, assim como a possibilidade de se tornar membro da fundação.

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