Denominada “Shadow Game”, a operação foi lançada esta terça-feira, tendo decorrido até quinta-feira, envolvendo um total de 1.000 militares que realizaram 267 buscas domiciliárias e não domiciliárias, bem como buscas a 156 veículos, todas em território nacional, revela a GNR em comunicado.

Além de terem sido constituídas arguidas 14 sociedades comerciais e 93 pessoas singulares de nacionalidades portuguesa, brasileira, luxemburguesa e suíça, foram detidas 30 pessoas em território nacional, das quais sete em flagrante delito, e uma no Luxemburgo.

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As autoridades também apreenderam cerca de 600 mil euros em numerário e 3.000 dispositivos informáticos usados para a exploração do jogo, apostas e lotarias ilícitas, entre os quais computadores pessoais, tablets, telemóveis, servidores, impressoras, assim como veículos de média e alta gamas, armas de fogo e munições detidas ilegalmente.

Em curso há um ano e meio, a investigação em redor das plataformas de apostas ilegais “permitiu identificar uma rede com dimensão transnacional, que operava simultaneamente em Portugal, Bélgica, Brasil, França, Luxemburgo, Moçambique e Suíça”, refere a GNR. Esta rede “constituiu, explorou e expandiu, de forma ilícita, domínios sediados em servidores identificados e software para o desenvolvimento de jogos de fortuna e azar, lotarias e apostas desportivas, com base na disponibilização de hardware”.

Segundo se acrescenta, usava uma extensa teia de operadores locais e exploradores de estabelecimentos de restauração e bebidas, tendo gerado uma receita estimada na ordem dos 80 milhões de euros.

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