A experiência acumulada pela Polícia Judiciária contribuiu para que em 2010 o número de burlas informáticas diminuísse. De acordo com as autoridades, esta era uma realidade que vinha aumentando até 2009, mas no ano passado a tendência inverteu-se.



António Gonçalves, inspector-chefe da directoria do Centro da Polícia Judiciária, detalhou à agência Lusa que "esse aumento estava a generalizar-se até finais de 2009 mas no ano passado, graças quer à experiência que os funcionários adquiriram, quer à formação e empenho que tiveram, conseguimos um abaixamento desse tipo de criminalidade".



Na área geográfica abrangida pela directoria Centro da Polícia Judiciária os processos resultantes de burlas informáticas resultaram no ano passado em prejuízos em torno dos 750 mil euros. Em 2009, os prejuízos em torno deste tipo de crimes ascendeu a 1,2 milhões de euros.



Entre os crimes de burla informática assumem destaque transacções fraudulentas de bens de consumo, medicamentos, telemóveis, automóveis ou apartamentos. Este último é o mais lesivo para as vítimas e também o que mais tem aumentado, de acordo com o responsável da PJ.


Realidade a norte é diferente



A tendência relatada pela PJ Centro pode, no entanto, não encontrar eco noutras regiões do país. Já no início deste ano, um outro responsável da Polícia Judiciária sublinhava ao Jornal de Notícias que os crimes associados a práticas que envolvem a Internet têm aumentado de forma tão expressiva, que estavam a ultrapassar o número de queixas por ilícitos noutras áreas.



No leque de crimes mais comuns João Batista Romão, director da PJ do Norte, colocava as injúrias, o phishing, burlas, divulgação ilícita de fotos, usurpação de identidades, contactos com vista a práticas sexuais e pedófilas, devassa da vida privada ou acesso ilegítimo a dados pessoais.



De acordo com esta informação a relevância destes "crimes online" cresceu a partir de 2007 e 2008, com a massificação do acesso à Internet. Na mesma proporção terão subido os pedidos de apoio das escolas, para acções de esclarecimento junto dos jovens.



Com esta informação não foram, no entanto, referidos números que permitissem perceber a relevância dos crimes de burla nos crimes associados à utilização da Internet, nem para 2010 nem em termos evolutivos.

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