As acusações são graves e de acordo com a Reuters são feitas por antigos funcionários da tecnológica: durante anos a Microsoft terá sabido que centenas de contas do Hotmail estavam a ser atacadas por autoridades chinesas, não tendo alertado os seus utilizadores sobre isso.

Os primeiros relatos de contas que estavam a ser atacadas datam de 2011, mas a agência de notícias escreve que os ataques podem ter começado ainda antes, em 2009. A Microsoft apenas confirmou que nesses anos não comunicou de facto com os utilizadores que tiveram as suas contas violadas, pedindo apenas uma alteração das respetivas passwords sem explicar o motivo.

Na prática o Hotmail tinha uma falha de segurança que permitia aos crackers desviarem para uma conta externa todas as mensagens que uma determinada pessoa estivesse a receber. Membros politicos japoneses, africanos, tibetanos e também da minoria Uighur terão sido afetados por este caso.

A Reuters fala em mais de mil emails atacados ao longo dos anos. “Tivemos em consideração vários factores na resposta a estes incidentes, incluindo o facto de nem a Microsoft nem o governo dos EUA conseguirem identificar a fonte dos ataques que foram feitos a partir de mais do que um país”, responde agora a Microsoft.

A tecnológica de Redmond procura limpar a sua imagem e promete uma revisão nos termos de utilização dos seus serviços que prevê que o utilizador seja alertado sempre que estiver a ser atacado por uma “entidade com ligações estatais”.

O governo chinês através do ministro dos negócios estrangeiros, Lu Kang, também reagiu ao relato dizendo que a China é “defensora da cibersegurança” e que se “opõe fortemente a qualquer forma de ciberataque”, negando assim o envolvimento do país neste caso.

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