Com a finalização da fase de infra-estruturas do Plano Tecnológico da Educação, o próximo passo estará centrado nos conteúdos, adiantou hoje o Primeiro-ministro José Sócrates, que garante que em breve será apresentada a nova agenda digital e dos novo objectivos para esta área.

O Primeiro-ministro esteve presente numa conferência do Diário Económico esta manhã, onde realçou a importância das metas já atingidas para a modernização das escolas portuguesas, não só em termos dos edifícios mas também com a modernização tecnológica, que é reconhecida como um caso de estudo a nível internacional e que tem ajudado a reduzir a taxa de abandono escolar.

José Sócrates congratulou as empresas que tinham acabado de assinar um protocolo para a criação de um consórcio nesta área e lembra que as oportunidades criadas em Portugal são relevantes para que estas tenham capacidade de internacionalização.

A importância dos conteúdos tinha já sido destacada pelo administrador da Leya, Isaias Gomes Teixeira, que na sua intervenção criticou do Ministério da Educação e do Ministério das Obras Públicas não colaborarem de forma eficiente no programa de modernização das escolas.

Este responsável admitiu ter esperança de que a segunda fase do Plano Tecnológico da Educação seja mais centrada nos conteúdos e não no equipamento, já que esta área foi deixada de parte até agora. “Acho que esta segunda fase precisa de um trabalho conjunto entre o Ministério da Educação e das Obras Públicas”, adianta.

O Grupo Leya tem vindo a investir na criação de conteúdos específicos para projectos porque acredita que é preciso dar aos professores as ferramentas para que estes integrem as tecnologias no currículo e façam a ligação das ferramentas que existem à realidade educativa. Entre os modelos possíveis está a criação de um fundo financeiro a que as escolas possam recorrer para comprar conteúdos digitais, à semelhança do que fez o Reino Unido.

Convidado para a conferência Dan Tapscott, guru canadiano das TI, voltou a destacar o exemplo positivo do projecto e-escola, que até recomendou a Barak Obama, mas admite que ainda há muito a fazer para mudar a escola para responder aos novos desafios da educação, que não pode manter os paradigmas do século passado.

Lembrando que a tecnologia é a parte mais fácil de implementar, Dan Tapscott, defende que é preciso reinventar o modelo pedagógico, partilhar conteúdos e as melhores práticas e mudar a cultura dos professores e das escolas, mas que para isso é preciso uma liderança forte, que pode vir do Primeiro-ministro e do Ministério da Educação, mas que tem de pertencer a toda a Sociedade.

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