Phishing, pedofilia online e criminalidade informática pura (como o hacking) são os três tipos de eventos que mais originam queixas à Polícia Judiciária na área da criminalidade informática, de acordo com informação hoje divulgada pelo inspector-chefe Rogério Bravo.



O responsável, que falava numa conferência organizada pela Symantec, confirmou ainda que as queixas recebidas pela PJ na área da criminalidade informática continuam a aumentar. Só na directoria de Lisboa e Vale do Tejo, onde está integrado, a PJ deu no ano passado resposta a 600 processos.



Este ano o número de processos a que esta polícia tem de responder ascende já a mais de mil, só nesta área do país. No que se refere a queixas apresentadas por vítimas de crimes informáticos, a directoria de Lisboa e Vale do Tejo recebeu este ano mais de 300.



Rogério Bravo referiu ainda alguns dados que, como explicou, se destacam nas análises feitas pela Polícia Judiciária. Os relatórios desta polícia apontam para o facto do prejuízo monetário directo [do crime informático] tender a ser mais expressivo nas pessoas colectivas.



65% dos internautas já foram vítimas de cibercrime



Em todo o mundo, 65 por cento dos utilizadores de Internet já foram vítimas de cibercrime, diz o mais recente relatório da Symantec, esta manhã apresentado pela empresa em Lisboa. Um pouco mais de metade destas vítimas (51 por cento) foram alvo de vírus ou outro malware, cera de 10 por cento envolveram-se em esquemas online e menos de 10 por cento foram visados por phishing, fraude de cartão de crédito, entre outras ameaças.



Num crescimento expressivo face aos dados apurados no ano passado, a Symantec - que não apura dados para Portugal - também conclui nas 7 mil entrevistas realizadas que, só 9 por cento dos internautas se sentem seguros online e apenas 3 por cento acreditam que nunca serão vítimas de um crime online.



O relatório do cibercrime da Symantec apurou ainda que, em média, são precisos 28 dias 334 dólares para ver resolvido um incidente provocado por uma acção criminosa online.



A ética e comportamento dos utilizadores são também tidos em linha de conta na análise do fenómeno da criminalidade online. Dizem os números que metade dos internautas não vêm problema em aceder a música protegida por direitos de autor sem pagar, 30 por cento não vêm nada de ilegal em partilhar ou editar uma foto de outra pessoa. 24 Por cento pensam o mesmo sobre ver às escondidas os emails ou o histórico de acesso à Internet de alguém.



A mentira é igualmente encarada com naturalidade no mundo online, com 33 por cento dos adultos inquiridos a assumirem que já usaram uma identidade falsa na Internet e 45 por cento a afirmarem que já mentiram sobre informações pessoais.



A Symantec apresentou também hoje a nova versão do Norton, o seu produto de segurança. A empresa garante que a nova versão sofre diversas melhorias ao nível do desempenho, nomeadamente no que se refere ao lançamento mais rápido do browser, onde reclama uma melhoria de 97 por cento face à versão anterior do seu Norton Internet Security. A função de pesquisa também foi melhorada, assim como a rapidez na abertura de ficheiros.

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