Segundo um estudo da agora revelado pela empresa britânica Informa Media o
negócio de música pirateada pela Internet irá continuar a crescer nos
próximos 5 anos a um ritmo muito superior ao dos serviços de música
online paga, disponibilizados na Internet com o apoio das principais
editoras discográficas mundiais.

Assim, no referido período, as receitas de sites especializados na
disponibilização de música pela Internet de forma gratuita, como o Grokster e o Kazaa, irão
ascender ao 4,7 mil milhões de dólares até 2005 - tendo sido no ano
transacto de 2,4 mil milhões de dólares.

Quanto ao mercado legal do mesmo tipo de produtos, onde se incluem serviços
de download pago de músicas, como o iTunes da Apple, ou de venda de CDs
pela net, através de sítios como a Amazon,
ficar-se-á com receitas que, em 2008, chegarão aos 3,9 mil milhões de
dólares, sendo que em 2002 representaram 1,1 mil milhões de dólares.

Para a mesma firma de estudos de mercado, este aumento das receitas de
pirataria musical tem a ver com o facto de que em 2008 a banda larga
dominará as ligações à Internet a nível mundial. Segundo conclui a própria
empresa, a rapidez e a comodidade da banda larga permite aos cibernautas o
download de música grátis através da Internet.

Por outro lado, o facto de este mercado pirata começar a disponibilizar
sites em línguas como o chinês e o russo também não é um bom sinal, uma vez
que demonstra a internacionalização do fenómeno, nomeadamente em países
tidos como aqueles que poderiam impulsionar as receitas dos serviços que
contam com o apoio das editoras discográficas.

A indústria musical tem procurado combater este tipo de pirataria da forma
agressiva, obrigando os ISPs a fornecer os dados pessoais dos utilizadores
deste tipo de serviços de peer-to-peer e processando directamente os
alegados piratas - independentemente da sua idade. Em paralelo,
as maiores editoras discográficas tem vindo gradualmente a ceder os seus
direitos a serviços de venda e músicas individuais pela Internet (como o
iTunes), de forma a criar um mercado rico e acessível que possa roubar
utilizadores de serviços alegadamente piratas, como o Kazaa.

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