A policia brasileira anunciou a detenção de 18 jovens pertencentes a um grupo hacker com ramificações em quatro Estados do norte do Brasil. O grupo é acusado de criar réplicas de websites de bancos e através de programas de computador capturar as passwords dos clientes dessas instituições.



Os clientes, por seu lado, introduziam voluntariamente os seus dados, convencidos de que estariam a digitá-los na página do seu banco. Obtidas as passwords tornava-se fácil para os cibercriminosos transferir valores para contas bancárias de terceiros. As autoridades acreditam que esta actividade rendeu ao grupo cerca de 10 milhões de dólares, só no ano passado.



A operação "Trojan Horse", como foi baptizada, envolveu 205 agentes e apoiou-se em 33 mandatos de busca que deram suporte legal às detenções efectuadas no Estado do Pará, no Amazonas, noticiou a Reuters.



O Brasil apresenta uma taxa de cibercriminalidade bastante elevada e que tem aumentado a ritmo acelerado nos últimos meses. Esta realidade explica-se em parte devido a um legislação vaga e à escassez de recursos policiais absorvidos com a criminalidade tradicional, também ela com taxas bastante elevadas.



Um estudo recente do mi2g Intelligence Unit (uma consultora de Internet inglesa) apurou que o Brasil lidera a tabela dos países mais activos em termos de cibercrime. O primeiro lugar deste ranking está garantido há, pelo menos, dois anos, aponta o documento. O mesmo trabalho revela que os 10 grupos de hackers mais activos do mundo estão no Brasil e que 96 mil dos ataques à rede registados já este ano tiveram origem no Brasil.



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