Os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística revelam que a maioria dos cidadãos portugueses (88 por cento) continua a preferir o comércio tradicional, que privilegia o contacto pessoal com o vendedor e o produto, ao invés do comércio electrónico. Apenas 12 por cento dos portugueses afirma comprar ou encomendar bens através da Internet.

Dos 9.716 cidadãos inquiridos pelo INE 73 por cento afirma que nunca teve necessidade de efectuar compras online, enquanto 48 por cento dos portugueses sente insegurança e falta de privacidade.

Os livros, jornais e revistas ocupam o primeiro lugar da tabela dos produtos mais comprados na Internet, absorvendo 32,5 por cento, seguidos pelos filmes e música (25,4 por cento) e bilhetes para espectáculos e outros eventos (23,6 por cento).

O estudo revela também que, no primeiro trimestre deste ano, 42,5 por cento das famílias portuguesas possuía computador em casa e que 31,5 por cento tinha acesso à Internet a partir de casa. O INE apura que, entre 2002 e 2005, a posse de computador em casa cresceu a uma taxa média anual de 16,6 por cento e a ligação à Internet aumentou 27,8 por cento ao ano.

Em termos regionais, Lisboa e Algarve lideram o ranking de lares que possuem computadores, com 49 por cento e 44 por cento respectivamente.

A análise dos meios de acesso à Internet revela que o computador se mantém como o mais frequente, referido por 83 por cento dos portugueses, seguindo-se o telemóvel, utilizado por cerca de 34 por cento dos cidadãos em 2005, este último traduzindo um crescimento de 60 por cento face a 2004.

O estudo mostra ainda que 80 por cento dos indivíduos recorrem à Internet para enviar e receber emails, assim como para pesquisar informação sobre bens e serviços. Já 51,3 por cento prefere efectuar leituras e fazer downloads de jornais e revistas, enquanto que 44 por cento acede a sites de organismos públicos.

Os homens continuam a aceder em maioria à Internet, sendo os mais jovens aqueles que lideram a tabela no primeiro trimestre deste ano. Mais de 80 por cento dos que acedem à Internet são licenciados, enquanto 16,4 por cento possui apenas a escolaridade obrigatória.

O INE apura ainda que 58 por cento dos portugueses que não têm Internet em suas casas dizem não achar a Internet útil, 53,5 por cento invoca os custos elevados do equipamento, 52 por cento afirma não saber utilizar o serviço e 49,2 por cento justifica-se com os custos do serviço.

O estudo do INE, que contou com a colaboração da Unidade de Missão Inovação e Conhecimento (UMIC), analisou 6.026 lares portugueses, correspondendo a 9.716 indivíduos entre os 16 e os 74 anos e realizou-se no primeiro trimestre de 2005.

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