A segurança online assume-se cada vez mais como uma das preocupações dos utilizadores, muito por causa dos incidentes que têm ocorrido um pouco por todo o mundo. Um novo estudo indica que a perda ou roubo de informações pessoais online atingiu, em 2007, proporções nunca antes vistas.



Ao contrário do que acontecia após 2001, no ano passado o número de adultos norte-americanos a assumir uma preocupação extrema com a protecção da sua privacidade quando compra algo através da Internet aumentou consideravelmente. No ano passado, cerca de 61 por cento dos inquiridos mostraram-se preocupados com a exposição das informações pessoais na Internet, ou seja, mais 47 por cento do que em 2006.



Independentemente do que adquirem, ou não, os utilizadores que não têm por hábito comprar online têm a tendência de se mostrar mais preocupados, tal como os clientes que iniciaram a adquirir bens através da Internet recentemente



O estudo conduzido pela Universidade da Califórnia foi publicado na mesma altura em que o Identity Theft Resource Center comunicou que o número de casos de roubo de identidade reportados em 2007 aumentou seis vezes face ao ano anterior, ascendendo aos 125 milhões de incidentes.



Estes casos acontecem muitas vezes devido ao roubo de equipamentos pessoais, ao exploit de um computador vulnerável a ataques ou através de ataques phishing.



Mesmo assim, os consumidores não recuam e continuam a adquirir online. Em 2007, dois terços dos adultos norte-americanos compraram bens ou serviços em lojas electrónicas, mais do que no ano anterior, altura em que apenas metade da população adulta o fazia.



A nível doméstico, os pais e educadores preocupam-se com a participação dos seus filhos na Internet. Os comportamentos que estes possam ter online são motivo de angústia para dois terços dos encarregados de educação norte-americanos, principalmente no que se refere à possibilidade de os mais novos poderem vir a ser molestados de alguma forma por conhecimentos travados na Internet.



Por fim, e numa perspectiva mais generalista, os resultados do estudo demonstram que os pais estão a utilizar cada vez mais a Internet como ferramenta para castigar os filhos. Neste caso, o que acontece é que 62 por cento dos pais admitem negar aos seus filhos o acesso à Internet cada vez que estes se comportam mal. Pela primeira vez, este castigo atingiu um patamar semelhante ao da restrição do uso da televisão.



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