A presidente do Brasil, um dos países visados pelas operações de vigilância da NSA, aproveitou o evento para considerar "totalmente inaceitáveis" as operações de espionagem daquela agência de segurança norte-americana a "nações amigas". Dilma Rousseff defendeu que este tipo de operações representa "uma grave violação dos direitos humanos", para além de violar as normas do direito internacional.



Também acrescentou que o argumento usado pelos Estados Unidos, de que este tipo de ações são realizadas para proteger os Estados do terrorismo, não á válida no caso do Brasil, que "sabe proteger-se" e que "repudia, combate e não dá abrigo a terroristas".



A responsável também voltou a garantir, já o tinha referido esta semana, que o Brasil vai adotar legislação e tecnologia para se proteger deste tipo de tentativas de acesso a dados privados dos seus cidadãos e do Estado.



A presidente do Brasil apelou aos membros das Nações Unidas que agissem no mesmo sentido, defendendo que este é o momento para criar condições que permitam evitar "que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra, por meio da espionagem, da sabotagem, dos ataques contra sistemas e infraestrutura de outros países".



Dilma defende que a ONU deve desempenhar um papel de liderança no esforço de regular o comportamento dos Estados relativamente ao uso destas tecnologias, acrescentando que o Brasil apresentará propostas nesse sentido, de forma a criar aquilo a que chamou um "marco civil multilateral para governança e uso da Internet".



Recorde-se que Dilma Rousseff cancelou uma visita oficial aos Estados Unidos, depois de ter vindo a público informação sobre operações de espionagem da NSA visando empresas brasileiras e várias figuras de Estado, incluindo a própria presidente.



A sessão que Dilma abriu hoje nas Nações Unidas tinha como orador seguinte Barack Obama que, segundo a imprensa internacional, estaria ainda a deslocar-se para o evento quando a responsável falava.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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