Os organismos da Administração Pública Central melhoraram no último ano as suas ligações à Internet, correspondendo já a 42 por cento as entidades com ligações de velocidade superior a 512 kbps, revela um Inquérito às tecnologias da Informação na Administração Central. Segundo o mesmo documento, 99 por cento dos organismos dispõem de ligações à Internet, o que não representa uma alteração significativa face ao ano anterior, quando 98 por cento das entidades da Administração Central já tinham acesso.



Nessa altura apenas 27 por cento dos funcionários eram autorizados a utilizar o serviço, pelo que no último ano é notória uma alteração significativa em relação a este aspecto, com o relatório a apontar para 72 por cento dos funcionários com acesso à rede.



O documento do Observatório da Inovação e Conhecimento apurou que a Internet é utilizada pelos organismos sobretudo para procura e recolha de informação ou documentação (hipótese que reúne 84 por cento das respostas), em segundo lugar para aceder a bases de dados (54 por cento), ou para comunicação interna entre os diversos departamentos do ministério (resposta dada por 44 por cento dos inquiridos).



Quem mais utiliza a tecnologia são os organismos ligados a actividades de natureza informativa e comunicacional, enquanto os organismos de formação, investigação e desenvolvimento são os que menos recorrem às funcionalidades online.



No documento é ainda apurado que 87 por cento dos organismos da Administração Pública Central dispõem de presença na Internet na esmagadora maioria dos casos para fornecerem informação sobre a instituição (98 por cento) ou facultarem endereço electrónico para recepção de mensagens (97 por cento).



Cerca de 72 por cento dos organismos garantem ter pessoal afecto em full time às tecnologias da informação e comunicação, embora 58 por cento dos organismos considere que a "inexistência ou escassez" de pessoal especializado nesta área condicione negativamente o desenvolvimento das actividades dos organismos.



No que respeita às velocidades de ligação à Internet adoptada pela maioria dos organismos da Administração Central a UMIC- Unidade de Missão Inovação e Conhecimento, responsável pelo estudo, através do Observatório da Inovação e Conhecimento, ressalva que o acesso à Internet por ADSL a 512 kbps não é considerado "um conceito absoluto de banda larga" e que esta poderá ser fornecida por ADSL, ou através de outras tecnologias, com capacidade mais elevada.



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