O centro de ajuda do Bullying está integrado no Centro de Segurança do Facebook e tem agora uma versão em português, procurando aproximar-se das questões dos adolescentes, pais e professores nesta área e oferecendo respostas a questões específicas.

Embora não partilhe dados sobre o número de posts ou fotos bloqueadas, nem de perfis que foram retirados devido a denúncias de outros utilizadores Natalia Bastarechea, responsável pela área de políticas públicas em Portugal e Espanha, explicou num encontro com jornalistas que tem sido uma preocupação do Facebook desenvolver ferramentas de proteção e aumentar a sua visibilidade, tornando as explicações mais presentes e "educativas".

A rede social conta atualmente com 1,2 mil milhões de utilizadores e em Portugal são mais de 4,9 milhões, o que traz uma responsabilidade acrescida no balanceamento das diferentes culturas, religiões, sensibilidades e mesmo sentido de humor.

Em maio o Facebook introduziu novas ferramentas de segurança e privacidade e este é um processo que vai continuar à medida que forem identificadas novas necessidades.

Os métodos para denunciar posts ou imagens abusivas foram melhorados, assim como a identificação do tipo de abuso e as mensagens foram pré-configuradas para dar mais detalhes sobre cada denúncia. No caso de um jovem se sentir ameaçado por alguém ou sser confrontado com algo que não lhe agrada, pode envolver outra pessoa do seu grupo de amigos na resolução do problema, nomeadamente um dos progenitores ou mesmo um professor.

Do lado do Facebook há uma equipa dedicada a avaliar as denúncias, e procedimentos que são aplicados consoante a gravidade da acusação, e que podem resultar mesmo na expulsao do utilizador da rede. Natalia Bastarechea não detalhou o número de pessoas envolvidas neste serviço, adiantando apenas que estão dispersas por várias localizações nos Estados Unidos, India e Irlanda, representando 25 países e prestando apoio em 24 línguas.

Vários casos de Bullying através das redes sociais têm sido divulgados em Portugal e a nível internacional o que tem aumentado o alerta em relação às questões de privacidade e proteção da informação, sobretudo de menores. Sem querer desdramatizar a situação, Natalia Bastarechea lembra que em muitos casos estas situaçõs transferem comportamentos do mundo real para o digital e que é importante que os educadores se mantenham atentos e acompanhem os jovens, oferecendo-lhs um suporte adequado.

O modelo de controle pela comunidade, com o envolvimento de todos os utilizadores na denúncia de situações abusivas, é defendido pela responsável por políticas públicas do Facebook, mas nesta área a rede social trabalha também com várias organizações e forças policiais que ajudam a aumentar a divulgação das regras e práticas de segurança.

Em Portugal o Facebook está também a reforçar estas parcerias com várias organizações, mantendo também uma "boa relação com a Comissão Nacional de Proteção de Dados", mas Natalia Bastarechea não adiantou mais pormenores.

Veja o vídeo produzido pelo Facebook para explicar esta nova área.

Fátima Caçador

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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