O acesso a cidadãos com necessidades especiais e a interactividade continuam a ser as principais lacunas dos sites da Administração Pública, revela o "2º Relatório de Avaliação Externa de Websites dos Organismos da Administração Directa do Estado", realizado pela Accenture a pedido da Unidade do Governo para a Inovação e Conhecimento (UMIC).



Referente aos meses de Março e Abril de 2003, o relatório classifica como "insuficiente" 58 por cento dos sites da Administração Pública quanto ao acesso a cidadãos com necessidades especiais. O critério, apesar de constar novamente entre os mais críticos, registou melhorias face ao relatório anterior, relativo a 2002, em que a percentagem de sites da AP classificados como "insuficientes" foi de 72 por cento.



Para o mesmo critério, a classificação "excelente" diminuiu comparativamente a 2002, de 11 por cento para 4,6 por cento, destacando-se também o facto de 86 por cento dos sites não atingirem o "Nível A" de acessibilidade, o menos exigente a cumprir pelos organismos, noticia a agência Lusa.



Entre as possíveis razões para as lacunas mencionadas, a consultora sugere a existência de eventuais limitações orçamentais, o desconhecimento ou insensibilidade face à matéria ou o simples desconhecimento da representatividade deste universo de cidadãos.



Apesar de também ter melhorado, o critério dos "serviços online para os cidadãos", que segundo a Accenture permite apurar a existência de interacção online entre o cidadãos e os organismos, continuou a revelar-se crítico no acesso externo aos sites da administração pública, já que mais de metade (54 por cento) recebeu a classificação de "insuficiente".



Os resultados globais indicam uma ligeira melhoria relativamente ao relatório anterior, já que cerca de 55 por cento dos endereços electrónicos obtiveram uma classificação igual ou superior a "bom", mais 10 por cento comparativamente a 2002.



O estudo refere ainda que 14 por cento dos organismos da Administração Pública não tem site na Internet, um número que se manteve praticamente inalterado face ao relatório anterior.



Além da atribuição de classificação em vários critérios, este segundo relatório de avaliação deixa igualmente um conjunto de recomendações quanto a possíveis melhorias para cada um dos organismos observados, em função da nota obtida nos diferentes indicadores.



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