A Sonae E.Ventures foi criada há cerca e 6 meses e já tem feito diversas iniciativas junto de incubadoras, universidades e outras organizações focadas no empreendedorismo, captando alguns projetos e ideias que depois de uma análise possam ser alvo de financiamento, mas está de portas abertas a mais empreendimentos que sejam submetidos através do site. O foco está colocado em negócios na área de retalho, que estejam em fase de crescimento, e que demonstrem ambição e qualidade para adquirir uma escala média e internacionalizar.

Eduardo Piedade, diretor da Sonae E.Ventures, explica aos jornalistas que o principal objetivo da iniciativa é ajudar a desenvolver o mercado, que considera ainda ter uma base reduzida. “Temos bastantes empreendedores em Portugal, com competências, mas não há tantos projetos como gostaríamos”, refere, lembrando a imagem do circulo virtuoso necessário para fazer avançar o sector com mais investidores, mais empreendedores e mais espaço para os negócios.

A perspetiva de uma organização da Sonae é porém independente das ligações com empresas do Grupo, embora queira tirar partido de competências chave e ativos estratégicos existentes, assim como da sua rede de relação. No limite, o diretor da capital de risco admite até financiar negócios que são concorrentes.

“Temos de potenciar investimentos nesta área para potenciar a empresa como um todo”, defende.

O comércio eletrónico tem de ser a parte central do desenvolvimento do negócio a apoiar através esta capital de risco, mas Eduardo Piedade mostra que não tem ideias demasiado fechadas quanto ao modelo da empresa, à sua área de atividade, nem ao nível de maturidade. O mesmo se pode dizer em relação ao investimento definido de 500 mil euros, já que este pode ser ultrapassado se for considerado necessário, sendo ainda possível haver co-investimento de outros parceiros.

Os empreendedores interessados devem apresentar as suas ideias no site da capital de risco. Seguindo-se um processo de seleção que decorre em sete passos, sendo que o primeiro feedback é dado no espaço de 3 a 4 semanas. Uma parceria pode ser alcançada no período de 6 meses.

Questionado pelo TeK, Eduardo Piedade define alguns critérios a aplicar à seleção de ideias: tem de ser um negócio de comércio eletrónico, com um modelo inovador, disruptivo onde exista espaço para um novo player, com uma equipa de empreendedores ambiciosa e com competências para levar o projeto para a frentes e numa área onde a Sonae possa trazer competências acrescentadas que não se limitam ao mero financiamento de capital.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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