As eleições presidenciais deste ano já entraram certamente nos livros de História como as mais polémicas e mediáticas de sempre.

A vitória do voto popular pelo candidato republicano Donald Trump deixou muitos de queixo caído e deu origem ao rumor de que os resultados teriam sido deliberadamente manipulados ou alvo de ataques informáticos que deturparam o veredicto real.

Se os resultados foram, ou não, adulterados, é ainda um mistério por resolver. Mas o facto é que Lisa Monaco, conselheira de segurança nacional, avança que Barack Obama, um forte e declarado apoiante da candidata democrata Hillary Clinton, instou entidades como o FBI e a NSA a analisarem os sistemas informáticos utilizados para registar os sufrágios dos norte-americanos.

Citada pela Reuters, Lisa Monaco explica que ciberataques aos sistemas governamentais não são surpresa para ninguém, mas que este ano atingiram dimensões sem precedentes.

O Comandante-em-Chefe dos Estados Unidos quer que os resultados da investigação lhe cheguem às mãos antes de deixar a Casa Branca no próximo ano, para dar lugar ao novo Presidente.

Segundo consta, estas conclusões vão também ser partilhadas com os legisladores no Congresso.

É importante deixar claro que esta investigação pretende encontrar provas de uma eventual manipulação informática dos resultados eleitorais, tenha origem doméstica ou além-fronteiras.

Em outubro, cerca de um mês antes da eleição de 8 de novembro, Washington acusou formalmente a Rússia de lançar ciberataques contra os sistemas informáticos do Partido Democrático.

Além disso, durante o Web Summit em Lisboa, Mikko Hyppönen, diretor de investigação da F-Secure, disse que os ataques informáticos que difundiram pela internet os emails de Hillary Clinton tiveram origem na Rússia.

Acumulam-se as suspeitas de que Moscovo está por detrás de uma grande parte dos ataques informáticos que atingiram os Estados Unidos no último ano, mas a autoria de uma grande percentagem das campanhas de cibercrime está ainda por ser atribuída.

Confirmação da CIA

De acordo com fontes não identificadas do Washington Post, um relatório secreto redigido pela CIA indica que houve, efetivamente, intervenção de hackers ligados ao governo de Moscovo no processo eleitoral deste ano. Segundo consta, o objetivo da campanha de cibercrime era dar vantagem ao agora presidente-eleito Donald Trump.

As mesmas fontes afirmam que estes hackers fazem parte de uma grande operação que visa prejudicar Hillary Clinton - com, por exemplo, o roubo de emails pessoais - em prol do adversário republicano.

 

 

Nota de redação: a notícia foi atualizada para incluir novas informações.

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