A Tele2 avança hoje com uma oferta de Internet de banda estreita para o mercado português. O operador sueco cumpre o objectivo traçado anteriormente alargando assim o seu portfólio de serviços no mercado local, que até agora era exclusivamente composto pela oferta de voz.
À semelhança do que faz na voz, a estratégia da Tele2 para a Internet passa por apresentar os preços mais baixos do mercado, contribuindo para a redução de margens de um negócio que ainda é mais rentável para os operadores que a emergente banda larga.
Recorde-se que o modelo de partilha de receitas na banda estreita é mais favorável para o operador que oferece o serviço ao cliente do que para o detentor de infra-estrutura a quem é alugada capacidade.
A Tele2 oferece 10 horas de navegação grátis aos utilizadores que aderirem ao serviço até 31 de Janeiro e cobra 0,7 cêntimos por minuto em horário económico que inclui fins de semana, feriados e horário nocturno (a partir das 21 horas). Em horário normal cada minuto de navegação é cobrado a 2,4 cêntimos.
Os comparativos apresentados pela Tele2 apontam para uma poupança de 59 e 40 por cento face às ofertas da concorrência, nos horários económico e mensal respectivamente, tendo por base preços de referência mais elevados que os disponibilizados pelos concorrentes nos seus respectivos sites.
A operadora estima captar até final de 2005, uma quota de quatro por cento no mercado de Internet de banda estreita, o que rondará os 30 mil clientes. Actualmente cerca de 57 por cento dos 1,3 milhões de utilizadores de Internet contabilizados pela Anacom dispõem de acessos dial up, o que se traduz num mercado potencial de 750 mil clientes.
A cumprirem-se os objectivos traçados em termos de angariação de clientes, o investimento realizado pela empresa para assegurar o lançamento do serviço ficará pago em seis meses, de acordo com informação avançada num comunicado.
A Tele2 equaciona vir a entrar também no mercado de banda larga, avançou já Ignácio de Montis, director geral da empresa em ocasiões anteriores. Contudo, a operadora estuda este mercado com cuidado por considerar que as condições regulatórias não são muito favoráveis para os operadores sem infra-estrutura própria.
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