Há quem argumente que a vitória de Donald Trump em muito se deve à ativa e intensa presença do Presidente-eleito na plataforma de microblogging. Outros, incluindo o próprio multimilionário, acreditam que o Twitter é o único meio através do qual o republicano pode expressar as suas reais visões para a América sem que estas sejam deturpadas por aquilo que Trump considera serem media corruptos.

Apesar de Barack Obama ter sido o percursor da utilização de redes sociais para aproximar o cargo mais poderoso da sociedade ocidental dos cidadãos norte-americanos e do restante mundo, esperava-se que – embora não exista ainda qualquer precedente nesse sentido – a conta de Twitter do Presidente cessante passasse para o seu sucessor.

Contudo, uma jornalista da NBC News tweetou, esta madrugada, que fontes da equipa de transição presidencial lhe confidenciaram que Trump quer manter a sua atual conta do Twitter @realDonaldTrump, em vez de passar a utilizar exclusivamente a conta do Twitter oficial @POTUS.

Numa entrevista ao The Times, o próximo residente da Casa Branca disse que preferia manter a sua atual conta na rede social e continuar a fazer crescer a sua base de seguidores.

Acusando a imprensa de o demonizar aos olhos da América e do mundo, Trump sugere que agora dispõe de um limite de "280 caracteres" no Twitter para dar a conhecer as suas visões. Visto que o limite real são 140 caracteres, a afirmação daquele que será o 45º Presidente dos Estados Unidos indica que Trump pode tencionar fazer uso de ambas as contas, aumentando, assim, a sua audiência.

Se se considerar que a conta @POTUS tem 13,5 milhões de seguidores e que a @realDonaldTrump tem 20 milhões, é fácil percebe a resistência de Trump em abrir mão do seu perfil pessoal.

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