Os dois principais grupos livreiros do país alinham na constatação de que a venda de manuais escolares pela Internet está a crescer de ano para ano, embora admitam que o canal ainda assume um valor residual no bolo total das vendas associadas ao início de cada ano lectivo.



"O valor [das vendas online de livros escolares] é residual face aos nossos outros canais, mas está em crescimento todos os anos", confirma Francisco Deslandes Heitor, director comercial e de marketing do grupo Leya, que agrupa cinco editoras escolares: Texto, Asa, Gailivro, NovaGaia e Sebenta.



O mesmo responsável também faz notar que este ano as famílias estão a deixar as compras de manuais escolares para mais tarde, empurrando a tarefa para mais perto do início do ano lectivo, que arranca oficialmente no próximo dia 8 de Setembro.



O grupo prefere não revelar números de encomendas, mas prevê para este ano um crescimento das vendas canalizadas através da sua livraria online, a MediaBooks.



Na concorrência, a Porto Editora, que detém a Wook, já confirmou as suas previsões. Paulo Gonçalves, do gabinete comunicação e imagem do grupo, explica que no início da campanha de regresso às aulas para o novo ano lectivo foi definido como objectivo a recepção online de 15 mil encomendas. "É com agrado que afirmamos que esse objectivo foi ultrapassado no final da semana passada". O número representa um crescimento face ao ano passado, embora o grupo também admita que as vendas do canal ainda têm pouco significado, mas as contas finais só serão feitas no fim da campanha.



Os clientes que procuram as lojas online da Leya e da Porto Editora encontram este ano alterações aos sites, que visaram simplificar o processo de compra, bem como descontos nos livros - de 5 por cento nos manuais e 10 por cento nos auxiliares - mas essa não será a principal motivação de quem recorre ao canal online.



"As pessoas que procuram e usam o nosso serviço fazem-no, sobretudo, pela qualidade que apresentamos", diz Paulo Gonçalves. O responsável não descarta a importância dos descontos, mas diz que "numa sondagem junto dos clientes, facilmente se concluirá que as grandes vantagens competitivas incidem na qualidade do serviço, na comodidade, eficácia, simplicidade e segurança que o caracteriza".



Com uma apresentação gráfica e uma lógica ligeiramente diferente, ambos os serviços online têm informação pré-carregada sobre as escolas que compõem os diversos concelhos do país e a listagem de manuais seleccionados. O cliente segue passo-a-passo até chegar à escola pretendida e confirma o que pretende comprar. Os livros são entregues no destino.



Com um modelo distinto, o Jumbo também volta este ano a usar o canal online para facilitar a compra de manuais escolares, posteriormente entregues nas lojas da cadeia de retalho.



"O projecto de venda de livros escolares online tem-se revelado um enorme sucesso, com uma adesão muito acima das expectativas mais optimistas", revela Fernando Fernandes, gestor de produto desta área. Face ao ano passado regista-se um "crescimento muito apreciável" no volume de reservas e o canal já representa uma fatia significativa do negócio, assegura a mesma fonte.



Para facilitar o acesso à oferta, a marca do grupo Auchan este ano também introduziu algumas mudanças, lançando um site específico para a reserva de livros. Os descontos aqui também são um atractivo (10 por cento face ao preço do editor e 5 por cento em cartão Jumbo), embora não estejam restritos ao canal online.



O TeK também contactou a Bertrand, igualmente com um canal de vendas online, mas não obteve resposta.

Cristina A. Ferreira

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