Um dos argumentos utilizados diz respeito ao facto de as alterações verificadas nas ligações neuronais que ocorrem nos centros de atenção, controlo e processamento de emoções serem semelhantes às presentes em dependentes de droga.

“A maior parte das pessoas, mesmo que faça uso da tecnologia durante horas excessivas ainda não o entende como uma adição até porque é um vício muito aceite e integrado na nossa sociedade", explica Alexandra Rosa, psicóloga no Hospital Lusíadas Lisboa.

"O facto de ainda não termos chegado aos níveis da China ou da Coreia do Sul tem a ver com aspetos culturais e com o nosso clima, entre outros fatores”, considera. “Cultivamos o gosto pelo convívio pessoal. Em países em que se vive de forma mais isolada, pode atingir-se essa proporção na ordem da patologia", alerta a psicóloga”.

Na China e nos Estados Unidos já há clinicas de “desintoxicação tecnológica”, embora nos Estados Unidos o vício na Internet ainda não seja reconhecido como doença. De qualquer modo, é provável que a Associação Americana de Psiquiatria venha a incluí-lo na próxima revisão do seu manual diagnóstico e estatístico de perturbações mentais, tal como acabou por acontecer, em 2013, com o vício relativo aos jogos, que abriu o precedente.

A partir daí foram vários os estudos e teses publicados em jornais e revistas da área média que defendem a classificação dos vícios em redor das tecnologias e dispositivos tecnológicos como tal.

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