O YouTube tem uma nova forma de remunerar os criadores que fazem vídeos através da ferramenta Shorts, onde só cabem vídeos com um máximo de 60 segundos, um modelo popularizado pelo concorrente TikTok.
A empresa do grupo Alphabet anunciou que vai passar a ter publicidade nos vídeos Shorts e que os criadores vão ficar com 45% dessas receitas, um pouco menos do que a empresa partilha com os criadores de vídeos “normais”, que chega aos 55% da receita.
O YouTube Shorts foi lançado em 2020, para responder ao enorme sucesso do TikTik da chinesa ByteDance. No ano passado, foi também anunciado um fundo de 100 milhões de dólares, para remunerar os criadores de conteúdos que utilizam o Shorts para criar vídeos a partir do telemóvel. Um ano antes, o concorrente TikTok alocou 200 milhões de dólares ao mesmo fim, com a promessa de nos anos seguintes fazer crescer esse valor até aos mil milhões de dólares.
Recentemente o TikTok também anunciou um programa de partilha de receitas publicitárias com os criadores de conteúdos, que só vai chegar a alguns destes criadores. Chama-se Pulse e, desde logo, só são elegíveis criadores de conteúdos com 100 mil ou mais seguidores.
O novo programa de remuneração do YouTube arranca em 2023 e, segundo a empresa, podem candidatar-se criadores com um mínimo de 1.000 subscritores e 10 milhões de visualizações nos últimos 90 dias.
Tara Walpert Levy, vice-presidente do YouTube, explicou entretanto que a percentagem de receita partilhada com os utilizadores é menor no Shorts, porque a empresa ainda está a pagar o investimento feito na funcionalidade, que a responsável diz que foi grande.
O YouTube é uma das galinhas de ovos de ouro da Alphabet. Só na primeira metade deste ano faturou 14,2 mil milhões de dólares em publicidade, mais 9% que no mesmo período do ano passado.
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