As redes de nova geração foram o tema de base do primeiro painel da tarde do 14º Congresso das Comunicações da APDC, onde representantes da indústria debateram o interesse no investimento nas novas redes e os seus custos. Agora que os operadores enfrentam uma nova fase de crescimento, a mensagem foi também de cautela, apontando para a necessidade de estudar cada caso e ponderar os investimentos.

Dois conceitos tecnológicos estão inegavelmente ligados às novas redes, que funcionarão em modo IP e oferecerão aos utilizadores maior largura de banda, defendeu Günter Ottendorfer, CTO da T-Mobile, orador principal deste painel. Lembrando a audiência de que é preciso preparar as redes de comunicações para os novos desafios dos serviços que exigem largura de banda, este responsável do operador na Áustria afirma que os clientes querem serviços simples e fiáveis

A release 5 do UMTS que garante a integração total em IP está na mira deste operador, mas a previsão da indústria aponta apenas para o ano 2007, até lá ficam algumas questões no ar sobre a fiabilidade e segurança da mesma, sublinhando Günter Ottendorfer que os operadores não estão dispostos a desistir da estabilidade na transição para as novas redes.

Do lado dos representantes da indústria a ideia mais forte é que as redes de nova geração já estão disponíveis e que depende agora da vontade dos operadores o momento de as implementar. Os representantes da Alcatel, Cisco, Ericsson, Juniper, Siemens e Nortel falaram um pouco sobre cada uma das soluções das suas empresas, concordando no facto da largura de banda e da tecnologia IP ser crucial para o desenvolvimento das novas redes.

A simplicidade de gestão das redes, a optimização de lançamento de serviços e a consequente redução de custos são as vantagens apontadas para a migração dos operadores para as redes de nova geração. Sérgio Catalão da Siemens garante que um pouco por todo o mundo as empresas de telecomunicações estão a adoptar as novas plataformas tecnológicas, dando exemplos como a BT, Telecom Itália, aVerizon e mesmo a portuguesa Portugal Telecom.

“As redes de nova geração já chegaram. A tecnologia existe, falta saber a velocidade a que vão evoluir”, justifica este responsável da Siemens.

A mesma concordância existe para a redução de custos. Embora Rui Candeias Fernandes da Alcatel indique que é difícil contabilizar a média de ganhos na adopção das redes de nova geração “as poupanças são significativas” e os operadores têm de se ir preparando à medida das suas possibilidades, não esquecendo um horizonte temporal limite que o administrador delegado da Alcatel em Portugal coloca nos três anos.

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