Depois de um 2002 em crise, o ano que agora acaba foi marcado pela expectativa da retoma económica, mas também pela antecipação de uma renovação da confiança económica. Era esperado que esta retoma permitisse às empresas recuperar os seus investimentos em Tecnologias da Informação como forma de realinhar o seu negócio e torná-lo mais produtivo e competitivo, duas palavras que passaram a fazer parte integrante da estratégia de comunicação das empresas de serviços, software e hardware. Mas, apesar de um aumento normal de negócios nos últimos meses do ano, 2003 acabou por não ser o ano da esperada retoma e a maioria dos especialistas admite que antes do segundo semestre de 2004 dificilmente se assistirá à recuperação desejada.

Para além da economia, base da estratégia das empresas, o ano de 2003 foi também um ano de espera da concretização dos planos do Governo para a Sociedade da Informação. Largamente antecipados ainda no final de 2002, o Programa de Acção alinhava um calendário bem definido que começaria a concretizar-se durante o ano de 2003, evoluindo progressivamente durante 2004 e 2005. A verdade é que muitas das acções previstas acabaram por não se concretizar, estando a maioria delas “em progresso”, ou mais ou menos, o que ensombrou um dos vectores que poderia ter tido um papel dinamizador no sector das Tecnologias em Portugal durante este ano de marasmo.

Durante grande parte do ano a segurança voltou a ocupar o lugar de destaque nas notícias, como sempre por razões negativas. Invasões de vírus que causaram problemas graves de segurança na Internet levaram algumas empresas a adoptar medidas extremas. Foi o caso da Microsoft que depois de ter sido vítima de um dos piores ataques de vírus de sempre durante o mês de Agosto acabaria por anunciar já em Novembro um fundo de 5 milhões de dólares para financiar combate a cibercrime e recompensar delatores dos criadores do MSBlast e Sobig. A onda de alerta que estes dois vírus criaram entre as empresas e a divulgação de um número cada vez maior de falhas de segurança acabaria também por fazer aumentar o volume de investimentos das empresas nesta área.

Num ano sem grandes inovações tecnológicas e saltos significativos em termos de soluções que beneficiem a vida dos utilizadores, a tecnologia Wi-Fi, de redes wireless, acabou por apresentar um ponto positivo e dinamizar de alguma forma as empresas, juntando os fornecedores de serviços de telecomunicações com a indústria de hardware e software num entusiasmo que transpareceu em termos de comunicação mas também de implementação de redes. Depois do lançamento da tecnologia Centrino da Intel, as iniciativas para criação de redes Wi-Fi multiplicaram-se por todo o mundo, e Portugal não fugiu à regra, com o surgimento de iniciativas diversas para disponibilização de hotspots públicos, com objectivos comerciais, e também o projecto e-U, de criação de acesso wireless nas Universidades Portuguesas.

Estes e outros pontos “quentes” das notícias estão no inevitável balanço do ano que apresentamos a seguir. Como já se tornou habitual nos três anos de vida do TeK, a redacção do TeK abriu o seu arquivo dos temas que fizeram notícia no ano de 2003 para a difícil tarefa de alinhar alguns dos mais relevantes, quer em termos de impacto imediato, quer em indicação de tendências que se desenvolveram posteriormente. Mês a mês ficam alguns dos acontecimentos que marcaram as Tecnologias da Informação a nível nacional e internacional.

Clique na imagem do calendário para aceder a um resumo dos principais temas e notícias de cada mês.

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