O indicador não é uma novidade nos estudos que analisam os maiores trunfos de Portugal enquanto centro de nearshore, mas foi esta tarde enquadrado pelos responsáveis de empresas com investimentos de referência em Portugal nesta área.

João Couto, presidente da Microsoft, que mantém em Portugal um centro de serviços internacional revelou que, na comparação com outras geografias, o país ganha na produtividade e na satisfação do cliente. Se nos custos a opção Portugal representa um encargo 30% superior à opção por um país de leste, que estão entre os mais competitivos nos destinos de nearshoring, na produtividade Portugal está entre 50 a 100% acima e na satisfação do cliente cerca de 15%.

A HP, que a partir de Portugal dá também suporte a vários clientes, apresentou contas idênticas. José Correia, responsável pela operação portuguesa da multinacional, revelou que na comparação com outras geografias Portugal fica entre 5 a 7 pontos percentuais em vantagem.

Num painel de debate que também integrou a Altran, a SAP e a Novabase, foi consensual que Portugal tem condições para se afirmar na área do nearshoring, mas precisa de melhorar a resposta em algumas áreas.

No que se refere aos recursos são precisos mais. Relativamente às políticas, os responsáveis também defendem a necessidade de alterações e dizem que Portugal perde para muitos dos países que se posicionam como prestadores destes serviços pela falta de atratividade.

“Muitas vezes não estamos em desvantagem em termos de preços. São os incentivos fiscais que acabam por desequilibrar essa comparação”, sublinhou José Correia, da HP. Mesmo assim Portugal conseguirá este ano, pela segunda vez consecutiva ser um exportador líquido de serviços de TI, que representam 2,5% dos serviços exportados no país, um dado avançado por Luís Salvado, CEO da Novabase.

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