As Tecnologias de Informação têm lugar de destaque nas 4as Jornadas de Inovação com 78 dos 227 stands do evento. É possível encontrar um pouco de tudo nesta área, desde projectos ligados à área automóvel, Internet, retalho, mobilidade, energia e muito mais. Uma boa parte dos projectos mostrados já estão no terreno, a produzir resultados em contexto empresarial.

Estudar os acidentes de viação

A Carcrash é uma das presenças na feira com lugar de destaque, logo à entrada do Pavilhão 1, que acolhe a exposição. A empresa nasceu em 2006 e resulta de um spin-off do Instituto de Engenharia Mecânica.

A sua oferta no mercado é uma combinação entre produto e consultoria. Apoiada nas leis da física, a empresa desenvolveu modelos que permitem reconstituir acidentes de viação e estudar todos os detalhes que permitem apurar o que aconteceu naquele momento.

Determinar as velocidades dos veículos intervenientes; trajectórias; localização dos pontos de impacto pré e pós-impacto, entre outros. O principal mercado da Carcrash começou por ser o das seguradoras. Hoje é mais vasto e inclui cada vez mais advogados e mesmo público em geral, como explicou ao TeK uma das responsáveis. As áreas de negócio também se têm diversificado e hoje a empresa também está na área dos projectos mecânicos.

Pesquisas semânticas

A Priberam é outra das presenças do evento a mostrar vários projectos. Já concluido, a empresa leva às Jornadas o Tecnovoz, um projecto desenvolvido no âmbito de um consórcio de empresas nacionais para a área dos sistemas de informação médica. Os resultados deste projecto de I&D são hoje aplicados sobretudo em clínicas oftalmológicas.

O produto permite que os médicos gravem os seus relatórios orais feitos durante as operações e os passem para o computador em texto. O trabalho de conversão da voz para texto é automático e só vai exigir a intervenção do utilizador para ordenar essa informação.

A Priberam já está a explorar a aplicação do produto a novas áreas. Num futuro não muito longínquo o Tecnovoz pode ser aplicado em algumas áreas públicas. Existem negociações actualmente com o DIAP, que estuda a aplicação da tecnologia às escutas telefónicas e o Ministério da Justiça, que avalia a possibilidade de introduzir o sistema para facilitar o processo de registo electrónico do conteúdo dos julgamentos.

Mais recente é o Open Sem, desenvolvido no âmbito de um projecto Eureka, ainda a decorrer. A Priberam entrou no projecto com a sua tecnologia de pesquisa semântica, que internamente já usava num produto da área jurídica, e ganhou com a participação a capacidade de associar a tecnologia à Internet. Hoje já tira partido desse trabalho, aplicando-o em clientes como o grupo Control Invest, que usa a tecnologia de pesquisa semântica nos seus sites.

Aproveitar as boas ideias

Outra presença das Jornadas de Inovação é a Inogate. Um dos projectos que a empresa leva à feira é um software de gestão de ideias em fase final de desenvolvimento e já testado numa instituição bancária. O Innabler e o weWant2 são no fundo duas faces de uma mesma moeda. O primeiro vocacionado para empresas e o segundo orientado a comunidades.

Jorge Nunes, web developer envolvido no projecto, explica que o objectivo da aplicação é permitir aos funcionários de uma empresa, ou utilizadores de uma comunidade, contribuir para um mesmo tema dando o seu feedback sobre um projecto ou apresentando as suas ideias.

Tomando como exemplo o Innabler, a solução está estruturada em três fases. Uma primeira fase onde é feita a apresentação de ideias, aberta a todos os participantes. Daí evolui para uma fase mais restrita e daí para a avaliação de ideias. Jorge Nunes garante que a experiência de utilização, no parceiro da área da banca, tem revelado bons resultados e mostrado que quando os utilizadores estão pertante uma ferramenta de utilização simples e intuitiva, que lhes permita colaborar sem perder muito tempo, se revelam muito participativos. As instâncias decisoras, por seu lado, revelam-se muito satisfeitas com as ideias que surgiram por esta via.

Partilhar a localização

A TimeBI mostra na feira o WiZi, uma aplicação de mobilidade que permite a partilha de localização entre utilizadores que, tal como todos os restantes projectos, recorreu a ferramentas de financiamento para chegar ao mercado. Hoje com dois anos de existência o WiZi, disponível online com acesso gratuito, conta com cerca de 5 mil utilizadores espalhados um pouco por todo o mundo.

Na mesma linha, a empresa já desenvolveu uma nova aplicação que está a colocar no mercado agora e que tem despertado a curiosidade de operadores de telecomunicações e utilizadores em vários pontos do globo, como revela André Gonçalves, responsável de comunicação da empresa.

O SMS With Location é, como o nome indica, um serviço de localização que recorre a SMS. Ou seja, um utilizador que pretenda mostrar a um amigo onde está pode enviar-lhe um SMS e nessa mensagem vai contido um link que seguido, o leva a um mapa que mostra a localização do emissor da mensagem. Enquanto explora hipóteses de negócio para a aplicação, desenvolvida originalmente para Blackberry, mas hoje já compatível também com outros sistemas móveis, a empresa está também a trabalhar em novas funcionalidades para a aplicação. O objectivo é que a mensagem possa no futuro ser contextualizada com mais elementos.



Cristina A. Ferreira

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