Encerra hoje a segunda presidência portuguesa da rede Eureka, que reuniu em Portugal nos últimos três dias representantes dos 38 países que integram esta iniciativa intergovernamental de apoio à inovação europeia. O ministro Mariano Gago faz um balanço muito positivo desta presidência, durante a qual foram aprovados 33 projectos com participação portuguesa, que representam um investimento de 38 milhões de euros entre financiamento público e privado.

Em conferência de imprensa o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior admite que o facto de Portugal ter tido este ano a presidência da rede estimulou as empresas portuguesas a apresentarem projectos, multiplicando por oito o número de iniciativas onde se integram empresas nacionais face a anos anteriores.

Mariano Gago sublinhou porém que existe um contexto de crescimento da I&D nas empresas portuguesas, que foi explosivo entre 2005 e 2007 e que continua a mesma tendência em 2008 e 2009. Esta maior maturidade das empresas é também uma das diferenças sentidas face à primeira presidência portuguesa desta rede de inovação, em 1997.

À margem da conferência, Lino Fernandes, presidente da Agência de Inovação que foi responsável pela organização da conferência Eureka e das Jornadas de Inovação, adiantou ao TeK que a grande maioria destes projectos em que participam entidades portuguesas tem liderança nacional e que os sectores mais representativos são os ligados à energia e sustentabilidade.

1 ano de presidência em balanço

Como balanço do último ano em que Portugal presidiu ao Eureka, Mariano Gago destaca a importância do alargamento das relações para fora da Europa, com a negociação da entrada da Coreia do Sul como estado associado.

Como tinha referido ontem numa curta entrevista ao TeK Portugal já tinha experiência nestas negociações na anterior presidência do Eureka e ajudou no último ano também a dinamizar o interesse de países europeus que ainda não integram a rede, bem como de países fora do espaço da Europa, como o Brasil, Argentina, Egipto e Singapura, que devem formalizar em breve a sua adesão.

Este alargamento é considerado fundamental já que é através da ligação a outros países que a Europa pode fortalecer a sua rede de I&D. Mariano Gago destacou ainda a importância económica, política e científica deste alargamento, mas sublinhou que o Eureka vai continuar a ser um projecto europeu e que não existirão projectos aprovados sem a participação de entidades europeias.

Outro dos factores destacados foi o facto do número total de projectos aprovados pelo Eureka este ano também ter aumentado, mas não de forma tão significativa como os projectos com participação portuguesa. Durante a presidência portuguesa foram aprovados 278 novos projectos Eureka, num crescimento de 11,2%.

Mariano Gago referiu ainda como positivo que a crise económica não afectou o investimento das empresas em I&D e que este investimento é essencial numa fase de maior contracção económica, uma ideia também sublinhada pelo comissário europeu Janez Potocnik na sua intervenção.

“O investimento em I&D é a forma mais inteligente de sair da crise mais fortes e preparados para o futuro”, afirmou o comissário europeu.



Fátima Caçador

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