Com vista a uma mobilidade sustentada, o Governo apresenta ainda este mês a primeira rede de abastecimento de carros eléctricos com dimensão nacional da Europa, um projecto que tem vindo a ser desenvolvido a partir de um grupo criado no Ministério da Economia e Inovação e que quer contar com parceiros privados e autarquias.

A utilização de carros eléctricos foi ontem tema de uma das conferências realizadas no âmbito das 4as Jornadas de Inovação, que decorrem na FIL até amanhã, dia 20 de Junho, reunindo uma série de interveniente no sector, entre entidades públicas, associações e fabricantes de tecnologia portugueses, mostrando que esta é uma área onde existe interesse e know how português.

Francisca Duarte Pacheco, do Ministério da Economia e Inovação, levantou um pouco do véu do projecto da rede de abastecimento de carros eléctricos que o Governo vai apresentar formalmente no dia 29, traçando os objectivos e algumas das linhas orientadoras da iniciativa pioneira pela dimensão nacional que quer atingir e pelo envolvimento de privados.

O projecto, que parte de um protocolo que o Governo assinou com a Renault Nissan, visa criar uma rede aberta que em 2010 deverá contar com 320 locais de abastecimento dispersos por território nacional e poderá gerar 22 mil postos de trabalho, segundo dados já divulgados pelo Goveerno.

Com um plano de crescimento faseado, este projecto pretende ser um “laboratório vivo” de validação do interesse e aceitação do modelo de carros eléctricos, criando uma rede aberta em que as autarquias e empresas são convidadas a participar, instalando postos de abastecimento e ligando-os a outros serviços, como por exemplo a oferta de estacionamento. Já na primeira fase o projecto vai contar com mais de uma dezena de autarquias, das quais esta responsável do Ministério da Economia e Inovação não quis revelar o nome.

A capacidade de evolução deste modelo vai depender do interesse dos consumidores em comprar carros eléctricos mas também da criatividade das iniciativas desenvolvidas por privados. E as possibilidades são múltiplas. “Num futuro próximo poderemos carregar o carro eléctrico em casa à noite e quando estacionamos no emprego vender o excesso de energia à rede, passando a ser um armazém volante”, antecipa Francisca Duarte Pacheco.



Fátima Caçador

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