No dia 21 de maio, o Governo dos Estados Unidos anunciava que, perante o bloqueio imposto às empresas chinesas concedia um período de 90 dias à Huawei de suspensão de sanções. A fabricante chinesa passaria assim a poder utilizar componentes e programas informáticos norte-americanos antes da aplicação efetiva das sanções contra o grupo chinês. Esse período de três meses está a acabar e ainda não há final para a retirada da empresa da “lista negra”. Segundo fontes familiares com o caso, em declarações à Reuters, esse período de isenção poderá ser alargado por mais 90 dias.

Segundo a agência noticiosa, a nova extensão do acordo permitirá à empresa chinesa continuar a adquirir os componentes que necessita para os seus equipamentos. Os especialistas afirmam que a Huawei continua a ser um trunfo importante dos Estados Unidos, na guerra comercial contra a China, e dessa forma, com a nova concessão, “tudo se mantém na mesma”.

As mesmas fontes referem ainda que está previsto uma chamada telefónica entre Donald Trump e o Presidente chinês Xi Jinping esta semana, para discutir a situação da Huawei. Para já, a empresa ainda não se pronunciou sobre as eventuais novas decisões.

De recordar que as sanções aplicadas pelos Estados Unidos impendem a Huawei de utilizar o sistema operativo Android nos seus novos smartphones, sendo um grande impacto nas operações da empresa, visto que a marca é o número 2 a nível mundial. Independentemente do levantamento dos embargos e a sua retirada da lista negra das sanções, a Huawei manteve-se firme na produção do seu próprio sistema operativo, o HarmonyOS, tendo sido revelado recentemente o roadmap para os próximos anos.

Por outro lado, as agências americanas continuam a estar proibidas de comprar produtos à Huawei, mantendo-se o cumprimento da lei conhecida como The National Defense Authorization Act, implementada em janeiro de 2018.

Atualização 15:20: Conforme avançado pela Reuters, o Governo americano garantiu mais 90 dias de licença para a Huawei continuar a comprar componentes a empresas dos Estados Unidos. Em declarações, o Governo afirma que o novo período serve para "que os consumidores americanos tenham o tempo necessário para fazer a transição dos equipamentos da Huawei, dadas as ameaças persistentes de segurança", reconhecendo assim a necessidade de prolongar o tempo. O novo prazo terá efeito até ao dia 18 de novembro, caso não se alterem os "conflitos" nesta guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

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