A AMD avançou com um processo judicial contra a Intel por alegado abuso de posição dominante no mercado de microprocessadores com arquitectura x86. A segunda maior fabricante de processadores do mundo garante ter provas de um conjunto de acções anti-concorrenciais e coercivas por parte da Intel junto de pelo menos 38 empresas, onde se incluem grandes fabricantes de PCs e distribuidores.



Na acusação, fundamentada em 48 páginas e ontem apresentada no distrito judicial americano de Delaware, a AMD acusa a Intel de colocar em prática um conjunto de medidas com a clara intenção de bloquear as possibilidades de acção da concorrente.



Aqui incluem-se grandes descontos, fundos alocados a campanhas de marketing que beneficiam parceiros, acordos de exclusividade que inviabilizam qualquer proposta da concorrência e ameaças às empresas que pretendam associar a sua imagem à AMD. Os principais alvos desta estratégia são fabricantes de PCs de larga escala, fabricantes de sistemas, distribuidores grossistas e retalhistas, garantem as acusações.



As acusações são fundamentadas com alguns nomes de peso como a Toshiba e a HP, citadas como exemplos de clientes AMD que desistiram de fazer negócios com a fabricante por pressões da líder de mercado, cita a BusinessWeek.



O documento entregue em tribunal diz mesmo que a HP deixou claro que só continuaria a trabalhar com a AMD (em 2002) caso esta estivesse disposta a pagar 25 milhões de dólares a cada trimestre para compensar a esperada retaliação da Intel.



A companhia queixosa alega que mais importante que as perdas financeiras são os danos para a concorrência no mercado, que resultam das alegadas práticas anti-concorrenciais. Segundo a empresa, estas vêm conduzindo a um aumento do preço dos PCs, menos escolha no mercado e um declínio dos níveis de inovação.



"Em qualquer parte do mundo os clientes merecem liberdade de escolha e beneficiar da inovação e isso está a desaparecer do mercado de PCs", justifica uma declaração do presidente da AMD Hector Ruiz, citada pela Reuters.



De sublinhar que as batalhas legais entre as duas companhias não são uma novidade e desde a década de 80 registaram-se pelo menos cinco processos com alguma dimensão envolvendo as duas empresas e acusações de posição monopolista.



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