Embora ainda esteja a decorrer a quarta edição do concurso de empreendedorismo Building Global Innovators (BGI), a garantia de continuidade do prémio abre novas perspetivas na especialização e na capacidade de internacionalização. "De uma forma sustentada e profissional vamos conseguir desenvolver um roadmap com parceiros internacionais, o que até agora não era possível", explicou ao TeK Gonçalo Amorim, diretor do Building Global Innovators.

"Este é um passo muito importante para o nosso ecossistema porque vai permitir uma especialização muito maior e muito fina das áreas de intervenção do BGI e dos operadores e na capacitação do ecossistema", adiantou ainda.

O BGI pretende também focar-se na expansão para além de Portugal, já que a rede colaborativa é um elemento muito relevante. A equipa está a desenhar a possibilidade de uma parceria com o Brasil, através de um modelo de franchising que poderá estar finalizado no prazo de 6 a 9 meses e que contará com parcerias institucionais e de financiamento.

A quarta edição do BIG está quase a terminar e para o próximo dia 27 de fevereiro está marca a grande final, na qual será conhecido o vencedor de entre os quatro finalistas selecionados em novembro do ano passado.

Recorde-se que o BIG envolve prémios que vão até 1 milhão de euros, distribuídos por várias fases dos projetos e cujo financiamento chega também aos semifinalistas. Mas a iniciativa é muito mais do que financiamento puro e duro, sendo dada relevância à rede de conhecimento e mentores que apoiam os projetos e à possibilidade de conseguir novas rondas de investimento.

"O smart money é o elemento mais diferenciador para a iniciativa. O que procuramos é dar valor às pessoas que se envolvem e os resultados que têm sido obtidos têm provado isso mesmo", refere Gonçalo Amorim.

Nos últimos quatro anos o BIG contou com 384 candidaturas, a maioria de empreendedores já com alguma maturidade e com um grau elevado de presenças internacionais. Segundo os dados da organização cerca de 46% dos candidatos são empresas já constituídas e os empreendedores provêm de 22 países.

De entre os 80 semifinalistas das várias edições 55 encontram-se ativos e um em cada dois conseguiu angariar investimento fora do BIG, totalizando no momento mais de 20 milhões de euros de financiamento total. Deste valor mais de 50% provém de fontes de capital de risco e Business Angels.

Na próxima semana os semifinalistas da quarta edição voltam a subir ao palco para provar o valor dos seus projetos. Glucowise, Watgrid, Cucco e MeshApp já arrecadaram a possibilidade de receber 400 mil euros cada uma, mediante o cumprimento de metas definidas, mas candidatam-se agora à possibilidade de receber um financiamento adicional de 100 mil euros.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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