Em reunião privada do executivo camarário, foi aprovada a proposta para a realização do Web Summit 2022 na cidade de Lisboa com os votos a favor da liderança PSD/CDS-PP e do PS e os votos contra dos restantes eleitos, designadamente do PCP, BE, Livre e vereadora independente eleita pela coligação PS/Livre.

Apresentada pelo vereador da Economia e Inovação, Diogo Moura (CDS-PP), a proposta determina a transferência para a ATL de 6,3 milhões de euros [6.300.468 euros], para assegurar a “disponibilização dos espaços necessários à realização do evento e dos serviços de Wi-Fi/ICT”.

As obras de expansão do recinto para que a Web Summit continue a realizar-se em Lisboa “não se encontram ainda implementadas e, para assegurar a edição do corrente ano, é necessário disponibilizar os espaços necessários à realização do evento, ainda que de natureza temporária”, lê-se na proposta.

Neste âmbito, a ATL, que é uma das entidades signatárias do acordo para organização do evento, submeteu uma candidatura ao Fundo Desenvolvimento Turístico de Lisboa (FDTL) para este efeito, a qual teve “parecer favorável pelo Comité de Investimentos”.

A Web Summit vai continuar a realizar-se na cidade de Lisboa até 2028, segundo o acordo alcançado em novembro de 2018, entre o Governo português, o município de Lisboa, o Turismo de Portugal, a ATL, a AICEP Portugal Global, E.P.E, a IAPMEI – Agência para a competitividade e Inovação e o CIL – Connected Intelligence Limited (CIL).

Neste âmbito, foi estudado o aumento de infraestruturas na cidade de Lisboa, em resposta ao desafio de atração de grandes eventos e congressos, entendendo-se que “não deverá estar circunscrito ao espaço da FIL [Feira Internacional de Lisboa], sendo a todos os títulos benéfico possibilitar outras soluções, como a construção de um novo equipamento, caso essa opção demonstre ser viável”.

Segundo a proposta, decorreu um longo processo negocial com a CIL (entidade organizadora da Web Summit) para a alteração do acordo inicial referente ao período de 2019 a 2028, no sentido de flexibilizar o teor das obrigações assumidas pelo município de Lisboa quanto ao local da expansão incluindo o adiamento da data de conclusão da obra de expansão, que resultou no Ato de Alteração (“Deed of Variation”) ao acordo.

“A expansão dos equipamentos existentes ou a construção de um novo equipamento a construir deverá ter em consideração um conjunto de orientações para a expansão das infraestruturas de congressos e grandes eventos que respondam às necessidades da cidade de Lisboa”, defende o vereador da Economia e Inovação.

Justificando o voto contra a proposta de atribuição de 6,3 milhões de euros para a Web Summit, a vereadora do BE, Beatriz Gomes Dias, disse que esse montante significa “um aumento de 40% da verba entregue ao evento”.

"Os impactos da inflação caem sobre a câmara, mas os lucros vão para Paddy Cosgrave [presidente executivo da Web Summit]. Com o mesmo valor, seria possível reabilitar 275 fogos de habitação municipal, construir 30 fogos de renda acessível ou ajudar as famílias e empresas que sofrem com o enorme aumento do custo de vida”, defendeu o BE.

Aquando o acordo estabelecido em 2018, para organização da Web Summit em Portugal no período entre 2019 e 2028, a cidade de Lisboa garantiu a organização do evento mediante investimentos anuais de 11 milhões de euros. Deste valor, três milhões de euros são investimento municipal e oito milhões são assegurados pelo Governo.

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